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Roberto Dorner assinou portaria de suspensão por 120 dias para quatro funcionários lotados na Secretaria de Planejamento Urbano.
ANA ADÉLIA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT
O prefeito de Sinop, Roberto Dorner (PL), determinou a suspensão temporária, por um período de 120 dias, de quatro funcionários municipais que figuram como alvos centrais da Operação Mãos à Obra.
A operação foi deflagrada na última terça-feira (28) pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), com o objetivo de desmantelar uma suposta rede de corrupção voltada a fraudes em trâmites administrativos, aprovação de loteamentos, emissão de alvarás e concessão de licenças para empreendimentos imobiliários na cidade.
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Os servidores são Antonio Benedito Rodrigues, que atua como auxiliar de serviços gerais; Júlio Henrique Verdu Garcia, engenheiro civil; além de Lucemar Felix e Valdinei Monteiro da Silva, ambos ocupantes do cargo de fiscal de obras, posturas e urbanismo.
Todos os quatro alvos são lotados na Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação. A sanção administrativa foi formalizada por meio da Portaria nº 1.838/2026, assinada em 3 de novembro com efeitos retroativos a 29 de outubro.
Operação Mãos à Obra
O fiscal de obras da Prefeitura de Sinop (a 480 km de Cuiabá), Eliseu Rodrigues de Carvalho, foi preso nessa quinta-feira (29), no Aeroporto Municipal Presidente João Batista Figueiredo, após retornar de uma viagem à República Dominicana, no Caribe.
O servidor é investigado por suspeita de envolvimento em um esquema de corrupção que teria beneficiado empresários da construção civil por meio de irregularidades na análise e aprovação de projetos imobiliários no município.
A segunda fase da operação foi deflagrada na quarta-feira (28), com a expedição de cinco mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão. A Justiça também determinou o afastamento de seis servidores municipais e o bloqueio de até R$ 80 milhões em bens dos investigados.
Conforme as investigações, o esquema teria funcionado entre 2017 e 2026, envolvendo servidores ligados à Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação e empresários do setor imobiliário. O grupo é investigado por negociar vantagens indevidas para facilitar a liberação de obras e empreendimentos.
O bloqueio de bens tem como objetivo garantir recursos para eventual ressarcimento de prejuízos. A medida, no entanto, não significa que o valor tenha sido efetivamente desviado.
Primeira fase
A primeira fase da Operação Mãos à Obra foi deflagrada em 28 de julho deste ano, quando o Gaeco cumpriu três mandados de busca e apreensão para investigar denúncias de cobrança de propina por fiscais da Prefeitura de Sinop.
Na ocasião, os servidores Valdinei Monteiro da Silva e Lucemar Felix foram identificados como investigados. Durante o cumprimento dos mandados, Lucemar foi preso em flagrante após os agentes encontrarem uma pistola calibre 6.35 e 21 munições na residência dele.
À época, a Prefeitura de Sinop informou que as suspeitas estavam relacionadas a possíveis condutas individuais dos servidores, sem envolver o funcionamento institucional da Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação. O município também afirmou que não tolera irregularidades e que colaboraria com as investigações.












