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04 de Novembro de 2026

04 de Novembro de 2026, 17h:54 - A | A

POLÍTICA / FRAUDE IMOBILIÁRIA

Prefeito de Sinop afasta engenheiro e fiscais alvos de operação do Gaeco com bloqueio de R$ 80 milhões

Medida atinge engenheiro e fiscais investigados por suposto esquema de propinas em aprovação de projetos e alvarás.

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Roberto Dorner assinou portaria de suspensão por 120 dias para quatro funcionários lotados na Secretaria de Planejamento Urbano.

Roberto Dorner assinou portaria de suspensão por 120 dias para quatro funcionários lotados na Secretaria de Planejamento Urbano.

ANA ADÉLIA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT



O prefeito de Sinop, Roberto Dorner (PL), determinou a suspensão temporária, por um período de 120 dias, de quatro funcionários municipais que figuram como alvos centrais da Operação Mãos à Obra.

A operação foi deflagrada na última terça-feira (28) pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), com o objetivo de desmantelar uma suposta rede de corrupção voltada a fraudes em trâmites administrativos, aprovação de loteamentos, emissão de alvarás e concessão de licenças para empreendimentos imobiliários na cidade.

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Os servidores são Antonio Benedito Rodrigues, que atua como auxiliar de serviços gerais; Júlio Henrique Verdu Garcia, engenheiro civil; além de Lucemar Felix e Valdinei Monteiro da Silva, ambos ocupantes do cargo de fiscal de obras, posturas e urbanismo.

Todos os quatro alvos são lotados na Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação. A sanção administrativa foi formalizada por meio da Portaria nº 1.838/2026, assinada em 3 de novembro com efeitos retroativos a 29 de outubro.

Operação Mãos à Obra

O fiscal de obras da Prefeitura de Sinop (a 480 km de Cuiabá), Eliseu Rodrigues de Carvalho, foi preso nessa quinta-feira (29), no Aeroporto Municipal Presidente João Batista Figueiredo, após retornar de uma viagem à República Dominicana, no Caribe.

O servidor é investigado por suspeita de envolvimento em um esquema de corrupção que teria beneficiado empresários da construção civil por meio de irregularidades na análise e aprovação de projetos imobiliários no município.

A segunda fase da operação foi deflagrada na quarta-feira (28), com a expedição de cinco mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão. A Justiça também determinou o afastamento de seis servidores municipais e o bloqueio de até R$ 80 milhões em bens dos investigados.

Conforme as investigações, o esquema teria funcionado entre 2017 e 2026, envolvendo servidores ligados à Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação e empresários do setor imobiliário. O grupo é investigado por negociar vantagens indevidas para facilitar a liberação de obras e empreendimentos.

O bloqueio de bens tem como objetivo garantir recursos para eventual ressarcimento de prejuízos. A medida, no entanto, não significa que o valor tenha sido efetivamente desviado.

Primeira fase

A primeira fase da Operação Mãos à Obra foi deflagrada em 28 de julho deste ano, quando o Gaeco cumpriu três mandados de busca e apreensão para investigar denúncias de cobrança de propina por fiscais da Prefeitura de Sinop.

Na ocasião, os servidores Valdinei Monteiro da Silva e Lucemar Felix foram identificados como investigados. Durante o cumprimento dos mandados, Lucemar foi preso em flagrante após os agentes encontrarem uma pistola calibre 6.35 e 21 munições na residência dele.

À época, a Prefeitura de Sinop informou que as suspeitas estavam relacionadas a possíveis condutas individuais dos servidores, sem envolver o funcionamento institucional da Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação. O município também afirmou que não tolera irregularidades e que colaboraria com as investigações.

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