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04 de Novembro de 2026, 10h:40 - A | A

POLÍTICA / ENXUGAMENTO DA MÁQUINA

Max Russi defende cortes de cargos feitos por Pivetta: “São mais recursos que sobram para fazer investimento”

Presidente da Assembleia apoia redução de despesas, mas manifesta preocupação com exonerações em funções estratégicas

RepórterMT/Karine Arruda

MAX RUSSI

MÁRCIA MATOS
KARINE ARRUDA



O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi, defendeu nesta quarta-feira (4) os cortes de cargos promovidos pelo governador Otaviano Pivetta e afirmou que a redução de despesas permite destinar mais recursos a investimentos. O parlamentar, porém, manifestou preocupação com algumas exonerações por envolverem funções que considera estratégicas para o Estado.

“Eu acho que tudo quanto que é corte possível de ser feito dentro da máquina pública é importante porque são mais recursos que sobram para a gente fazer investimento”, afirmou em entrevista à imprensa.

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Questionado sobre os desligamentos publicados pelo Executivo, Max avaliou positivamente os ajustes. Para ele, a medida será bem-vinda se representar uma redução efetiva da estrutura ocupada, sem novas nomeações para substituir os servidores dispensados.

“Se fizer esses cortes, realmente não nomear ninguém no lugar, excelente”, declarou.

Apesar do apoio ao enxugamento, o presidente da Assembleia disse que ainda não conhece o conteúdo da reforma administrativa e não sabe se a proposta incluirá a extinção dos cargos atingidos pelas exonerações.

“Eu não tive acesso a essa reforma, não participei de nenhum debate dessa reforma, estou aguardando”, afirmou. “Chegando à Assembleia Legislativa, a gente vai discutir, debater.”

115 desligamentos

Conforme publicou o RepórterMT, Pivetta exonerou quatro secretários-adjuntos da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) em um pacote de 115 desligamentos de cargos comissionados e funções de confiança. Os atos foram publicados no Diário Oficial de terça-feira (3), com efeitos a partir de 1º de novembro.

Os adjuntos comandavam as áreas de Assuntos Comunitários, Atenção à Família, Projetos Estratégicos e Políticas Públicas para as Mulheres. A Setasc concentrou 34 desligamentos. A Educação teve 21, enquanto a Casa Civil registrou 11. As saídas também atingiram outros órgãos estaduais.

Separadamente, o governador determinou a demissão de 16 servidores após processos administrativos disciplinares. A relação inclui seis policiais penais, cinco servidores da Educação, dois médicos, um analista do sistema socioeducativo, um técnico da Secretaria de Meio Ambiente e um fiscal do Instituto de Pesos e Medidas de Mato Grosso.

Entre os fundamentos descritos nas decisões estão abandono de cargo e inassiduidade habitual, com razões que variam conforme cada processo. Nos casos dos dois médicos, Pivetta também determinou a apuração de possíveis pagamentos indevidos. As publicações não apresentam valores definidos para eventual devolução.

Veja vídeo:

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