PF

Além de Mato Grosso, a operação ocorre em Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Goiás e Rondônia.
DO REPÓRTERMT
A Polícia Federal (PF) e a Receita Federal deflagraram, na manhã de hoje (4), a Operação Ifrit, contra uma organização criminosa transnacional suspeita de envolvimento com tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, sequestros, torturas e homicídios. A ação ocorre em Mato Grosso e outros seis estados e investiga a participação de policiais civis, militares e um policial rodoviário federal no esquema.
Ação cumpre 26 mandados de prisão e 76 de busca e apreensão; policiais civis, militares e um policial rodoviário federal estão entre os investigados. Justiça também determinou três medidas de monitoração eletrônica e o afastamento de três policiais civis de suas funções públicas.
>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!
Além de Mato Grosso, a operação ocorre em Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Goiás e Rondônia. As medidas foram autorizadas pela Justiça Federal de Campo Grande (MS).
Segundo a Polícia Federal, a organização era liderada por um núcleo familiar e mantinha ligações com grupos criminosos. As investigações apontam a participação de agentes das forças de segurança, incluindo policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul e um policial rodoviário federal.
O grupo utilizava armas, estruturas de apoio e veículos blindados para controlar territórios e intimidar organizações rivais. Entre os crimes investigados estão sequestros, torturas, atentados e homicídios.
Tráfico internacional
As investigações apontam que a principal área de atuação da organização ficava na região de fronteira entre Ponta Porã (MS) e Pedro Juan Caballero, no Paraguai, mas o esquema mantinha ramificações em diferentes estados brasileiros.
Conforme a PF, o grupo adquiria drogas e armas na Bolívia, no Peru e no Paraguai. Os produtos abasteciam redes de distribuição no território brasileiro.
Parte dos entorpecentes também era enviada à Europa, principalmente para Espanha e Portugal, por meio de rotas internacionais de tráfico.
Até o momento, a Polícia Federal não informou quais municípios de Mato Grosso são alvos dos mandados, nem quantas ordens judiciais são cumpridas no estado. Também não foram divulgados os nomes dos investigados.












