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Jorge & Mateus foram retirados das festas de fim de ano de Fortaleza e Recife após repercussão do apoio de Jorge a Flávio Bolsonaro.
DO REPÓRTERMT
Na Câmara dos Deputados, o PT propõe prisão para quem organiza boicotes e promove retaliação profissional por posição política. Em Fortaleza, o prefeito Evandro Leitão, do mesmo partido, retirou Jorge & Mateus do Réveillon após a repercussão do apoio de Jorge a Flávio Bolsonaro. A defesa da liberdade de voto precisa valer também quando o escolhido é o adversário.
O PL 5.689/2026, apresentado por Pedro Uczai (PT-SC) e outros parlamentares, prevê pena de dois a cinco anos de prisão para determinadas condutas de discriminação política. Além das listas destinadas a estimular boicotes, o texto alcança quem rescinde contratos de prestação de serviço por convicção política. A proposta ainda não virou lei.
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A Prefeitura de Fortaleza afirma que o cancelamento foi realizado em comum acordo, de forma legal, e que os cachês seriam pagos integralmente por patrocinadores privados. No Recife, Victor Marques (PCdoB) também retirou a dupla da programação e alegou que não havia mais clima para o show.
As justificativas não encerram a cobrança de coerência. Se a preferência eleitoral virou motivo para retirar trabalho dos artistas, o princípio defendido pelo projeto petista está sendo contrariado. Seria aceitável uma prefeitura cancelar um cantor porque ele declarou voto em Lula?
Jorge manifestou apoio a Flávio. Mateus não participou daquele ato político. Mesmo assim, a dupla perdeu as apresentações em meio à pressão nas redes sociais.












