ANA ADÉLIA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT
O governo do Estado deu continuidade ao pente-fino na máquina pública e publicou, no Diário Oficial de hoje (4), uma nova rodada de exonerações em autarquias e empresas estaduais. As novas portarias atingem cargos de assessoria e gerência da Empresa Mato-Grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer-MT) e da Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso S/A (Desenvolve MT).
Na Empaer-MT, as portarias trazem a exoneração de Henrique da Cruz Ramos e José Ricardo Sant Ana Brito, ambos do cargo de Assessor Especial I (DAC-04). Os desligamentos foram assinados pelo diretor-presidente da empresa, Suelme Evangelista Fernandes, com efeitos retroativos a 3 de novembro.
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Já na Desenvolve MT, o diretor-presidente Rodrigo Ribeiro Verão oficializou o Ato de Exoneração nº 025/2026, desligando sete de cargos de assessoria e gerência técnica: Adriana Kaezer de F. Nascimento (Assessora Jurídica), Marcos Spinelli (Gerente Financeiro), Paulo de Figueiredo Matos Tavares (Gerente de Fomento), Sir Silva Rosa (Assessor Técnico I), Solange Correa de Souza (Gerente de Gestão de Pessoas), Valeria Cristina Cavichioli (Assessora Técnica II) e Wellington Prado Salles (Assessor Técnico I).
140 exonerações em dois dias
As publicações de hoje (4) somam-se à lista de demissões e exonerações veiculadas no Diário Oficial dessa terça-feira (3), fazendo o governo estadual atingir a marca de cerca de 140 desligamentos promovidos em apenas 48 horas.
O maior volume concentrou-se no pacote que exonerou 115 de cargos comissionados e funções de confiança.
A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) liderou as baixas com 34 saídas, incluindo quatro secretários-adjuntos: Edio Martins de Souza (Assuntos Comunitários), Maria Fernanda Ferri Calabria Amaral (Atenção à Família), Marimax da Silva Almeida (Projetos Estratégicos) e Salete Morockoski (Políticas Públicas para as Mulheres), além de quatro superintendentes.
A reestruturação também alcançou a Secretaria de Educação, com 21 exonerações, entre elas diretoria metropolitana e superintendências, a Casa Civil, com 11 desligamentos em cargos de chefia e assessoria, o Instituto de Pesos e Medidas (Ipem), a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação.
Além da reorganização dos cargos comissionados, o governador aplicou a demissão punitiva a 16 servidores estaduais após a conclusão de processos administrativos disciplinares (PADs), fundamentados em pareceres da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) por abandono de cargo e inassiduidade habitual.
A lista de punidos abrange seis policiais penais (Luis Antonio D’Agosto, Atanazia Laura Pereira Barros Souza, Edson Joaquim Luiz da Silva, Josiel Alves da Silva Ferreira, Márcio Malan Soares Ferreira e Jorge Onorio da Silva Campos); cinco servidores da Educação (o professor Marcelo Moraes, a técnica administrativa Solayne Polinati Silva e os servidores de apoio Adriana Rodrigues de Castro Fortes, Alonso Izidoro Marques e Luiz Sérgio Pereira de Matos); um analista socioeducativo (Aurélio Rosa da Silva Júnior); um técnico da Sema (Vinícius de Amorim Mendíola); um fiscal do Ipem (Fernando Lemos Martins); e dois médicos.
Em relação aos médicos Maria Cristina Coelho (do sistema penitenciário) e Antônio Maria Claret Louzada de Lima (otorrinolaringologista da Saúde), Pivetta determinou a abertura de procedimento próprio para apurar e cobrar o ressarcimento de salários eventualmente recebidos sem a devida prestação de serviços.
Entenda a reforma administrativa
O governador Otaviano Pivetta pretende economizar até R$ 1 bilhão por ano por meio de uma reforma administrativa que prevê cortes de despesas, redução da estrutura estatal e medidas para tornar a gestão pública mais eficiente.
A elaboração do plano está sob a responsabilidade de um grupo de trabalho formado por 10 técnicos de carreira, com a participação da vice-governadora eleita, Gisela Simona (União). Para o chefe do Executivo estadual, a reestruturação é indispensável para adequar os gastos públicos à realidade financeira de Mato Grosso.
O redesenho da administração estadual ganha urgência com a transição do sistema tributário brasileiro, que impactará diretamente duas das principais ferramentas econômicas de Mato Grosso: a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e a concessão de incentivos fiscais voltados à atração de indústrias, a exemplo do Prodeic.
Com a substituição gradual do ICMS pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), o estado precisará se adaptar a um modelo de tributação. Estimativas avaliadas anteriormente pelo governo estadual apontam que as perdas de arrecadação decorrentes da transição tributária podem alcançar patamares expressivos, exigindo que o Estado encontre alternativas para continuar atraindo investimentos, especialmente no setor de agroindústria e processamento de grãos e carnes.
Nesse cenário, o foco deverá migrar dos incentivos fiscais para a injeção pesada de recursos em infraestrutura, logística de transporte e ampliação de uma rede energética de qualidade em todas as regiões mato-grossenses.














Evaldo Moura Lima 04/11/2026
O contribuinte agradece é daí que tem que sair o dinheiro pra investir no estado e não tacar a mão mais no bolso do contribuinte. Apoiado governador
1 comentários