ANA ADÉLIA JÁCOMO
KARINE ARRUDA
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que pretende economizar até R$ 1 bilhão por ano por meio de uma reforma administrativa que prevê cortes de despesas, redução da estrutura estatal e medidas para tornar a gestão pública mais eficiente. Segundo ele, o plano estratégico com as medidas deverá ser entregue até o final da próxima semana.
"É R$ 1 bilhão por ano [de economia]. E não é só redução da máquina, é [corte de] veículos, reforma administrativa, simplificação dos processos. Muitas coisas são possíveis e nós vamos fazer tudo o que é possível". As falas ocorreram durante coletiva de imprensa no Palácio Paiaguás na quarta-feira (21).
>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!
A elaboração do plano está sob a responsabilidade de um grupo de trabalho formado por 10 técnicos de carreira, com a participação da vice-governadora eleita, Gisela Simona (União). Para o chefe do Executivo estadual, a reestruturação é indispensável para adequar os gastos públicos à realidade financeira de Mato Grosso.
"Nós precisamos adequar a nossa máquina pública à capacidade e à disposição que o nosso povo tem de sustentar o Estado. Nós temos que diminuir o peso do Estado sobre o lombo do trabalhador e faremos isso"
Conforme Pivetta, a medida também se faz necessária diante da previsão de queda na arrecadação nos próximos anos. Diante do cenário, o governo defende a eliminação de desperdícios para preservar a capacidade de investimento em áreas prioritárias, como habitação, saneamento básico e infraestrutura urbana.
O redesenho da administração estadual ganha urgência com a transição do sistema tributário brasileiro, que impactará diretamente duas das principais ferramentas econômicas de Mato Grosso: a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e a concessão de incentivos fiscais voltados à atração de indústrias, a exemplo do Prodeic.
Com a substituição gradual do ICMS pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), o estado precisará se adaptar a um modelo de tributação. Estimativas avaliadas anteriormente pelo governo estadual apontam que as perdas de arrecadação decorrentes da transição tributária podem alcançar patamares expressivos, exigindo que o Estado encontre alternativas para continuar atraindo investimentos, especialmente no setor de agroindústria e processamento de grãos e carnes.
Nesse cenário, o foco deverá migrar dos incentivos fiscais para a injeção pesada de recursos em infraestrutura, logística de transporte e ampliação de uma rede energética de qualidade em todas as regiões mato-grossenses.
Questionado sobre eventuais desligamentos, o governador evitou detalhar demissões no quadro geral, mas indicou mudanças pontuais. "Eu não vou falar de demissão. Algumas pessoas serão desconvidadas, talvez"
Veja o vídeo:



















