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23 de Outubro de 2026

23 de Outubro de 2026, 14h:35 - A | A

POLÍTICA / COBRANÇA NA SAÚDE

Abilio afirma que vai trocar médicos e enfermeiros que atenderem mal a população

Prefeito afirma que tempo de serviço não garantirá permanência e cobra aumento no número de pacientes atendidos

Karine Arruda/ Repórter MT

Prefeito também foi questionado sobre o controle da jornada dos médicos.

Prefeito também foi questionado sobre o controle da jornada dos médicos.

MÁRCIA MATOS
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT



O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que vai substituir profissionais da rede municipal de saúde que não prestarem um bom atendimento à população. A cobrança foi feita nesta sexta-feira (23), durante a entrega da Unidade de Saúde da Família (USF) Doutor Fábio, e incluiu médicos, dentistas e enfermeiros.

Segundo o prefeito, nem o tempo de atuação na unidade nem a proximidade com a administração servirão de proteção para quem desempenhar mal suas funções. Ele também cobrou que divergências políticas não prejudiquem os pacientes. “Se você tem raiva do Abilio, não desconta na população”, declarou durante a cerimônia.

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Abilio ressaltou que reformar prédios não basta para melhorar os serviços, já que o funcionamento das unidades depende das equipes. Ao mesmo tempo, pediu compreensão dos moradores diante da sobrecarga de trabalho e defendeu respeito entre servidores e usuários.

Em entrevista à imprensa, o prefeito também foi questionado sobre o controle da jornada dos médicos. Ele afirmou que o sistema utilizado pela rede municipal registra os horários dos atendimentos e permite acompanhar a produção de cada profissional.

“Na hora que ele senta no computador, na hora que ele abre o sistema dele, já começa a registrar o horário de atendimento dele, então já é um ponto eletrônico”, explicou.

Segundo Abilio, as unidades também contam com câmeras com reconhecimento facial. Ele disse que atrasos geram descontos e que o prêmio de saúde considera a produtividade dos profissionais.

O prefeito defendeu, porém, que a fiscalização precisa observar também quantas pessoas são efetivamente atendidas.

“Porque ele estar dentro da unidade e não atender ninguém também não resolve nada”, afirmou.

Na avaliação de Abilio, a gestão deve ampliar o atendimento à demanda espontânea e aproveitar os horários vagos para encaixar outros pacientes. Ele afirmou que, de cada dez consultas agendadas, em média, seis recebem os pacientes previstos.

Ainda segundo o prefeito, o índice de faltas chega a 60% nos centros de especialidades. Os percentuais foram citados por ele durante a entrevista.

Diante desse cenário, Abilio cobrou uma atuação mais efetiva das equipes para localizar os pacientes e preencher as vagas disponíveis.

“O grande problema hoje é a quantidade de pacientes atendidos, a quantidade de abstenção e a falta de busca ativa. Precisa melhorar a busca ativa e o encaixe dos pacientes”, declarou.

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