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Júlio Campos afirmou estar satisfeito com seus benefícios ao descartar uma secretaria no governo Pivetta.
DO REPÓRTERMT
O deputado estadual Júlio Campos (União), derrotado na tentativa de reeleição, afirmou ter “três aposentadorias” e estar “muito satisfeito”. Levantamento do RepórterMT, porém, identificou quatro benefícios que somaram R$ 128.942,64 brutos na folha de setembro de 2026: duas aposentadorias e duas pensões.
Os pagamentos são vinculados ao Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), ao Senado, à Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e ao Governo do Estado, responsável pela pensão especial de ex-governador. A soma não inclui a remuneração pelo mandato na Assembleia Legislativa.
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A apuração ocorre após Júlio descartar a possibilidade de assumir uma secretaria no governo Otaviano Pivetta (Republicanos). Conforme publicado pelo RepórterMT, o parlamentar citou os benefícios ao explicar por que não pretende ocupar outro cargo público.
“Eu não posso ser servidor público, já tenho três aposentadorias, então, estou muito satisfeito”, declarou.
A maior parcela vem do TCE-MT, onde Júlio é conselheiro aposentado. O demonstrativo de setembro registra R$ 62.750,15 em proventos. Foram descontados R$ 2.846,77 como redutor constitucional e R$ 4.974,62 para a Previdência, restando R$ 54.928,76 após essas deduções.
No Senado, a aposentadoria foi de R$ 30.416,22 brutos no mesmo mês. Com desconto previdenciário de R$ 3.534,15, o valor após as deduções obrigatórias ficou em R$ 26.882,07.
Já a UFMT responde por R$ 11.658,63 brutos, referentes à pensão por morte instituída por Isabel Coelho Pinto de Campos, mulher do deputado e professora da universidade.
Além desses três benefícios, Júlio recebeu R$ 24.117,64 como ex-governador de Mato Grosso. O pagamento consta no demonstrativo de setembro da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), emitido em 2 de outubro de 2026.
Na folha estadual, o benefício aparece como “pensão especial”, na categoria “Ex-governador — EC nº 13/98”. O documento registra valores zerados nas colunas de Imposto de Renda e contribuição previdenciária, com os mesmos R$ 24.117,64 no campo líquido.
Embora Júlio tenha usado a expressão “três aposentadorias”, os registros reunidos pelo RepórterMT apontam duas aposentadorias do TCE-MT e do Senado, uma pensão por morte vinculada à UFMT e uma pensão especial de ex-governador.
Ao falar sobre o futuro após a derrota eleitoral, o parlamentar também apontou planos de dedicar mais tempo aos negócios da família, incluindo emissoras de televisão e rádio e empreendimentos imobiliários. Para o governo estadual, deixou aberta a possibilidade de colaborar voluntariamente.
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