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23 de Outubro de 2026

23 de Outubro de 2026, 11h:09 - A | A

POLÍTICA / FAZ O L

Inflação dos alimentos mais que dobra em outubro; tomate sobe 24,5% e arroz, 5,8%

Alta de alimentos e bebidas passou de 0,40% em setembro para 0,88% neste mês, segundo o IBGE; cebola e batata também ficaram mais caras.

Divulgação

Lula com uma abóbora nas mãos; inflação dos alimentos mais que dobrou em outubro, segundo o IBGE.

Lula com uma abóbora nas mãos; inflação dos alimentos mais que dobrou em outubro, segundo o IBGE.

DO REPÓRTERMT



A inflação dos alimentos e bebidas mais que dobrou em outubro e aumentou a pressão sobre o orçamento das famílias brasileiras. O grupo registrou alta de 0,88%, contra 0,40% em setembro, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta sexta-feira (23).

O avanço foi puxado principalmente pelos produtos consumidos em casa. Nesse segmento, a alta passou de 0,38% para 1,01%, com aumentos em itens presentes nas compras do dia a dia.

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O tomate ficou 24,54% mais caro, seguido pela cebola, com aumento de 13,63%, e pela batata-inglesa, que subiu 10,96%. O arroz também pesou na conta: o preço avançou 5,80% no período.

Sozinho, o grupo alimentação e bebidas acrescentou 0,19 ponto percentual ao resultado de 0,32% do IPCA-15, indicador conhecido como a prévia da inflação oficial. Foi a maior contribuição entre os grupos pesquisados.

Alguns produtos, porém, ficaram mais baratos. A cenoura recuou 10,67%, enquanto as frutas tiveram queda média de 1,37% e o café moído, de 1,16%. Essas reduções não foram suficientes para compensar os aumentos no restante da alimentação.

Comer fora também encareceu. A alimentação fora de casa subiu 0,56%, com aumentos de 0,61% nas refeições e de 0,66% nos lanches.

Apesar da aceleração dos alimentos, a inflação geral perdeu força: o IPCA-15 passou de 0,70% em setembro para 0,32% em outubro. A energia elétrica caiu 0,89%, favorecida pela volta da bandeira verde, sem cobrança adicional. As passagens aéreas recuaram 9,24% e também ajudaram a conter o indicador.

De janeiro a outubro, o IPCA-15 acumula alta de 4,15%. O resultado positivo significa que, na média, os preços continuam aumentando, embora o ritmo mensal tenha diminuído.

O IPCA-15 antecipa a tendência da inflação oficial, mas possui diferenças em relação ao IPCA, como o período de coleta dos preços e a abrangência geográfica.

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