Karine Arruda/ Repórter MT

Abilio explicou que a Prefeitura pretende usar os instrumentos administrativos municipais para impedir o funcionamento de negócios vinculados às organizações.
MÁRCIA MATOS
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), anunciou que pretende reconhecer as facções criminosas como organizações narcoterroristas no município e cassar os alvarás de funcionamento de estabelecimentos identificados como pertencentes a esses grupos. Segundo ele, a medida está em estudo e terá como objetivo atingir a estrutura financeira do crime organizado.
“Nós já estamos estudando colocar aqui no município de Cuiabá e vamos fazer isso. As organizações de facção criminosa serão reconhecidas no município de Cuiabá como narcoterroristas”, afirmou.
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Abilio explicou que a Prefeitura pretende usar os instrumentos administrativos municipais para impedir o funcionamento de negócios vinculados às organizações.
“Identificando que um estabelecimento pertence a uma facção criminosa, vamos cassar o alvará de funcionamento daquele estabelecimento”, declarou.
O prefeito também afirmou que o município não emitirá alvarás para empreendimentos identificados como pertencentes a esses grupos. Na avaliação dele, o enfrentamento deve alcançar empresas utilizadas para movimentar e lavar dinheiro obtido com atividades criminosas.
“O nosso interesse principal é quebrar o braço econômico dessas facções”, disse.
As declarações foram feitas ao comentar o projeto de lei encaminhado pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos) à Assembleia Legislativa, nesta quinta-feira (22), para declarar facções que atuam em Mato Grosso como organizações terroristas. A proposta ainda será votada pelos deputados estaduais.
Questionado sobre os limites de atuação do Estado nessa classificação, Abilio defendeu que tanto o governo estadual quanto as prefeituras podem adotar medidas dentro de suas respectivas competências.
“As sanções que o Estado pode aplicar, aplicarão dentro das limitações do Estado. As sanções que o município pode aplicar, aplicará dentro das limitações do município”, argumentou.
Segundo o Governo de Mato Grosso, o projeto prevê que as forças de segurança estabeleçam protocolos específicos de combate às facções. O texto contempla inicialmente duas organizações e permite a inclusão de outras, além de prever cooperação com agentes nacionais, internacionais e de outros estados.
Durante a entrevista, Abilio também propôs uma parceria com o Estado para utilizar mão de obra prisional na pintura de muros marcados com símbolos de facções. Ele se colocou à disposição para viabilizar a iniciativa por meio da Limpurb.
Para o prefeito, a ação deve ser conduzida pelo poder público porque moradores podem ter medo de sofrer retaliações ao apagar as inscrições por conta própria.
“Eu acredito que tirar as siglas de facção criminosa no muro da casa das pessoas é um ato de segurança pública e de reconquista do espaço público”, afirmou.
Veja o vídeo:



















Nalmir 23/10/2026
Dizem que a facção esta no shopping popular Cuiabá, e agora
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