Montagem/RepórterMT

Empresária publicou vídeos questionando a atuação de policiais civis em Querência.
VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT
A empresária e influenciadora digital Jéssica da Silva Santos foi indiciada pelos crimes de ameaça, injúria e desacato após uma confusão envolvendo o pagamento de um procedimento estético, em Querência (a 716 km de Cuiabá). A Polícia Civil concluiu o inquérito e encaminhou o relatório final à Justiça e ao Ministério Público nessa quinta-feira (22).
Segundo a investigação, Jéssica enviou mensagens intimidatórias à vítima, identificada pelas iniciais A.G.P., e ameaçou expô-la nas redes sociais. A influenciadora também fez publicações com ofensas contra a mulher, utilizando expressões como "rapariga" e "safada".
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O caso começou a ser investigado em maio deste ano, quando o delegado Dionys Zanotelli, titular da Delegacia de Querência, determinou a conversão de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) em inquérito policial, devido à gravidade e à complexidade dos fatos.
Além das ameaças contra a vítima, Jéssica publicou vídeos nas redes sociais em que debochou da atuação de policiais civis que cumpriam uma intimação. Em uma das gravações citadas na investigação, a influenciadora questionou os agentes.
"Vocês não têm o que fazer não? Se vocês não têm, eu tenho. Você trabalha no sábado? Porque eu trabalho no sábado!", declarou.
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Conforme a portaria que instaurou o inquérito, a empresária também utilizou a expressão "vossa excelência" de maneira irônica ao se referir aos policiais. Para a autoridade policial, as declarações tinham potencial de constranger e desmoralizar os servidores durante o exercício da função pública.
Durante o interrogatório, Jéssica admitiu ter enviado as mensagens à vítima e feito as declarações relacionadas à atuação policial.
Com a conclusão das investigações, a influenciadora foi indiciada pelos crimes de injúria, ameaça e desacato, previstos nos artigos 140, 147 e 331 do Código Penal.
O relatório final foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que deverão analisar o caso e adotar as medidas cabíveis.
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