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23 de Outubro de 2026

23 de Outubro de 2026, 16h:05 - A | A

POLÍCIA / NOVA XAVANTINA

Indígena diz que jogou bebê no lixo por medo da reação dos pais; recém-nascido passa bem

O bebê foi encontrado pela avó materna, que ouviu o choro vindo da lixeira e acionou a equipe de enfermagem.

Reprodução

O caso foi registrado na quarta-feira (21) no Hospital Municipal de Nova Xavantina.

O caso foi registrado na quarta-feira (21) no Hospital Municipal de Nova Xavantina.

KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT



A jovem indígena Kioharra Re’Ató Tseredzanho Tse, de 18 anos, que deu à luz no banheiro do Hospital Municipal de Nova Xavantina (a 556 km de Cuiabá) na quarta-feira (21) e colocou o recém-nascido em uma lixeira afirmou à Polícia Civil que agiu por medo da reação dos pais ao descobrirem a gravidez. O bebê foi encontrado pela avó materna, que ouviu o choro vindo da lixeira e acionou a equipe de enfermagem. A criança recebeu atendimento médico e passa bem.

Conforme a representação policial, a jovem havia procurado o hospital reclamando de dores nas costas e recebeu atendimento médico. Enquanto aguardava na unidade, foi ao banheiro e permaneceu no local por cerca de 15 minutos, período em que entrou em trabalho de parto e deu à luz.

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Após o nascimento, ela teria colocado o bebê dentro de uma lixeira e saído do banheiro. Pouco depois, a mãe da jovem entrou no local, ouviu o choro da criança e percebeu que o recém-nascido estava dentro do recipiente. Profissionais de saúde foram chamados, retiraram o bebê e o encaminharam para avaliação médica.

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Ainda segundo o registro policial, a jovem disse aos profissionais de saúde que não sabia que estava grávida. Ela relatou sentir dores na região abdominal, mas afirmou não ter conhecimento de que se tratava de uma gestação. Em conversa com uma investigadora, admitiu ter colocado o recém-nascido na lixeira e alegou que temia ser repreendida pelos pais caso eles soubessem da gravidez e do nascimento.

A equipe médica informou à Polícia Civil que o bebê estava em bom estado de saúde. A mãe permaneceu internada, recebendo medicação e acompanhamento médico.

A autoridade policial determinou a instauração de procedimento de prisão em flagrante, que estava em andamento conforme o registro da ocorrência. Um investigador permaneceu no hospital para acompanhar a situação enquanto a jovem recebia atendimento.

O caso é investigado como tentativa de infanticídio.

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