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05 de Novembro de 2026

05 de Novembro de 2026, 11h:00 - A | A

POLÍTICA / REVOLTA À IMPUNIDADE

Abilio defende cortar pés e mãos de ladrões de fiação em igreja: "Lei é impune"

Abilio citou Estado Islâmico e Hamas para exemplificar punições severas, mas reconheceu que mutilação é exagero.

Karine Arruda/RepórterMT

Prefeito citou passagem bíblica para justificar necessidade de aplicação da justiça no país.

Prefeito citou passagem bíblica para justificar necessidade de aplicação da justiça no país.

ANA ADÉLIA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT



O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), publicou um vídeo em suas redes sociais criticando o furto de fiação e atos de vandalismo praticados contra templos religiosos. Na legenda da publicação, ele defendeu punições severas aos criminosos e associou a impunidade ao desrespeito às instituições de fé.

"Para roubar o fio da igreja, cara... Se eu fosse, se eu pudesse decidir como presidente da República e o Congresso, eu mandava um projeto para cortar a mão e o pé de quem rouba fio de igreja. Não aprende. Essa lei é muito impune", afirmou.

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O prefeito mencionou que a prática de mutilação física é adotada por grupos e facções, mas reconheceu que se trata de uma medida desproporcional. Na gravação, disse que, fez a fala após se tomado por um sentimento de indignação durante um evento na Igreja Católica e tomar conhecimento do furto de cabos elétricos no local, chegou a cogitar propostas extremas de punição.

"A primeira mensagem ali, o primeiro momento que eu tive, foi um momento de indignação. E nesse momento de indignação, eu lembrei de como o Estado Islâmico, como o Hamas, como esse pessoal lida com essas coisas. Eles cortam as mãos e cortam os pés de quem rouba, e essa pessoa não volta mais a roubar. O problema é que a impunidade no Brasil é muito grande. E essa medida de cortar a mão e o pé, claro, é exagerado, é óbvio que não é o caminho que nós devemos tomar, mas tem que ter regras mais claras. Quem rouba tem que pagar pelo que rouba", declarou.

Na legenda da publicação, o prefeito também tratou do tema e escreveu: "Que raiva estamos com que este pessoal roubando e vandalizando igrejas. Claro que cortar a mão e pé é um exagero, mas o estado islamismo, o Hamas e as facções fazem e a esquerda defende. O problema é de fato a impunidade com os crimes e a 'justiça' como um instrumento para perseguir opositores políticos e praticarem medidas contra a fé".

O prefeito estendeu suas críticas à legislação penal brasileira e ao combate às facções criminosas. "O Brasil virou um narcoestado. Parece que não existe mais leis para quem pratica a ilegalidade ou o crime. As leis do Brasil são para perseguir opositores políticos, mas para aqueles que praticam corrupção, atos de criminalidade, facções etc., a lei é mais branda e a democracia relativa. Eu lembro de um ditado: aos inimigos do rei, a justiça; aos amigos do rei, as benesses. É o que nós estamos vivendo hoje, ao ponto de que aumentou significativamente aqueles que praticam crimes como entidades religiosas cristãs", argumentou.

Abilio é membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus, sendo neto do pastor presidente Sebastião Rodrigues de Souza, que morreu de Covid na pandemia. O prefeito comentou sobre como a religião a qual se dedica enxerga os criminosos. Ele recorreu a uma passagem bíblica para justificar sua visão sobre justiça.

"Na cruz, ao lado de Cristo, existiam dois ladrões. Ele salvou apenas um. Por que Jesus, na sua misericórdia, não salvou os dois? Por que um foi para o inferno e o outro foi para o céu? E ir para o inferno é muito pior do que tudo isso. Significa que a misericórdia de Cristo e a justiça de Cristo também é um ato de amor. Um amor com a vítima, e não com aqueles que praticam a ilegalidade", concluiu.

Veja o vídeo:

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