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05 de Novembro de 2026, 10h:28 - A | A

PAPO RETO / PAÍS NO VERMELHO

Brasil mantém maior juro real do mundo após Banco Central interromper cortes

Getty Images

Não houve quem acertasse as 6 dezenas novamente.

Não houve quem acertasse as 6 dezenas novamente.

DO REPÓRTERMT



O Brasil permanece no topo do ranking mundial de juros reais, com taxa de 9,49% ao ano, após o Comitê de Política Monetária (Copom) manter a Selic em 13,75%. A decisão, anunciada nesta quarta-feira (4), interrompeu uma sequência de cinco reduções consecutivas na taxa básica de juros.

O levantamento da MoneYou, em parceria com a Lev Intelligence, compara 40 economias e considera a inflação projetada para os próximos 12 meses. Na pesquisa anterior, divulgada em setembro, o juro real brasileiro estava em 8,45%. Agora, avançou 1,04 ponto percentual.

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A Turquia aparece na segunda colocação, com 7,77%, seguida pela Argentina, com 6,80%. A distância entre o Brasil e o segundo colocado aumentou de 1,66 para 1,72 ponto percentual. Já a Rússia, que ocupava a vice-liderança em setembro, caiu para o quarto lugar, com 6,57%.

Confira as dez maiores taxas do levantamento:

País Juro real ao ano
Brasil 9,49%
Turquia 7,77%
Argentina 6,80%
Rússia 6,57%
Colômbia 4,05%
Indonésia 3,67%
México 3,26%
África do Sul 2,93%
Hungria 2,04%
Chile 1,69%

Os percentuais correspondem aos juros reais, que levam em conta a inflação, e são diferentes das taxas básicas fixadas pelos bancos centrais.

Pausa nas reduções

A manutenção da Selic foi aprovada por unanimidade. O Banco Central apontou um cenário de maior incerteza, com piora das expectativas de inflação e desaceleração mais acentuada da economia brasileira.

No exterior, o comitê destacou os efeitos dos conflitos no Oriente Médio sobre os preços do petróleo e as condições monetárias mais restritivas nas economias avançadas.

Diante desse quadro, o Copom defendeu “serenidade e cautela” e não antecipou qual será sua próxima decisão. O colegiado informou que continuará acompanhando a economia para manter os juros no nível considerado necessário para levar a inflação à meta.

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