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05 de Novembro de 2026, 08h:34 - A | A

CIDADES / NA CONTRAMÃO DO PAÍS

MT é único estado que deve manter crescimento da população até 2070, aponta IBGE

Projeção indica que os demais estados terão redução no número de habitantes antes desse prazo; população brasileira deve começar a cair em 2042.

Reprodução

Mato Grosso é a única unidade da Federação sem queda populacional prevista até o fim do período analisado pelo IBGE.

Mato Grosso é a única unidade da Federação sem queda populacional prevista até o fim do período analisado pelo IBGE.

DO REPÓRTERMT



Mato Grosso é o único estado brasileiro cuja população deve continuar crescendo até 2070, segundo as Projeções da População do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Enquanto as demais unidades da Federação devem registrar redução no número de habitantes nas próximas décadas, o Estado mantém crescimento em todo o período projetado.

O levantamento integra a revisão de 2024, divulgada em 22 de agosto daquele ano, e incorpora informações do Censo Demográfico de 2022, além de registros de nascimentos, mortes e outros indicadores demográficos.

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O ano de 2070 é o limite da projeção. Até lá, Mato Grosso permanece como a única unidade da Federação com crescimento populacional previsto pelo instituto.

A mudança deve começar mais cedo em Alagoas e no Rio Grande do Sul, com redução projetada a partir de 2027. O Rio de Janeiro aparece na sequência, em 2028. No outro extremo, Santa Catarina e Roraima devem começar a perder população em 2064.

Para o Brasil, a projeção aponta um pico de aproximadamente 220,4 milhões de habitantes em 2041. A primeira queda anual deve ocorrer em 2042. Ao final do período estudado, em 2070, a população brasileira deve recuar para cerca de 199,2 milhões.

Segundo o IBGE, a migração ajuda a explicar por que os estados devem começar a perder população em momentos diferentes. Enquanto algumas unidades da Federação recebem moradores, outras registram a saída de pessoas, o que interfere no ritmo de crescimento.

A redução da fecundidade também marca a transformação demográfica do país. A média brasileira passou de 2,32 filhos por mulher, em 2000, para 1,57 em 2023. As projeções consideram as tendências de fecundidade, mortalidade e migração para calcular a evolução da população.

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