Montagem/RepórterMT

Rhavenna Barcelos está presa desde julho, acusada de ligação com facção criminosa.
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT
Um dos quatro bandidos mortos em confronto com policiais militares da Força Tática na madrugada de hoje (5), na BR-070, próximo ao Trevo do Lagarto, foi identificado como “Bundinha”, irmão da missionária evangélica Rhavenna Barcelos Cabeça de Almeida, presa por envolvimento com uma facção criminosa em Mato Grosso. Segundo a Polícia Militar, o bandido acumulava 63 passagens criminais.
O confronto ocorreu por volta de 1h45, quando uma equipe da Força Tática abordou uma Toyota Hilux SW4 que vinha da região de fronteira, no sentido Cáceres–Cuiabá. De acordo com a PM, os quatro ocupantes da caminhonete reagiram à abordagem e atiraram contra os militares.
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Os disparos atingiram a lataria da viatura. Houve troca de tiros e os quatro bandidos morreram. Nenhum policial ficou ferido.
Durante a ocorrência, foram apreendidas quatro armas de fogo, sendo uma pistola e três revólveres. Um dos revólveres era banhado a ouro.
Ainda conforme a polícia, todos os envolvidos tinham antecedentes criminais. Entre eles, “Bundinha” se destacava pelo histórico de 63 passagens pela polícia.
Reprodução

Missionária de facção
Rhavenna Barcelos está presa preventivamente desde 16 de julho, quando foi alvo da Operação Fariseus, deflagrada pela Polícia Civil para investigar a atuação de uma família de missionários acusada de utilizar atividades religiosas para beneficiar integrantes de uma facção criminosa.
Filha dos pastores Nivaldo de Almeida e Orminda Carlos de Barcelos Almeida, Rhavenna se tornou ré pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, juntamente com outros cinco envolvidos, entre eles a mãe, duas irmãs, um primo e Renildo da Silva Rios, conhecido como “Velhote”.
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Segundo a investigação, o grupo utilizava o projeto religioso “Resgatando Vidas” para ter acesso à Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, onde teria facilitado a comunicação com lideranças da facção, transmitido recados e prestado apoio aos criminosos.
Relatórios da Polícia Civil também apontaram que Rhavenna mantinha relacionamentos amorosos com dois líderes da organização criminosa: Renildo, apontado como um dos fundadores da facção em Mato Grosso, e Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”.
As investigações revelaram ainda movimentações financeiras suspeitas, recebimento de presentes e benefícios materiais, além de suposta utilização de contas bancárias de familiares para movimentar dinheiro da organização.
Em outubro, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou um pedido de liminar apresentado pela defesa de Rhavenna e manteve sua prisão preventiva. A defesa da missionária já negou as acusações e afirmou que os fatos serão esclarecidos durante o processo.
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fabio 06/11/2026
gente boa hein, 63 passagens, ia bater ponto na delegacia ??? ou no fórum ??? alguém explica como alguém com tudo isso de passagem tá solto ?
1 comentários