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21 de Setembro de 2026, 08h:33 - A | A

POLÍCIA / AMOR BANDIDO

Filha de pastores pediu em casamento chefão de facção preso na PCE

Investigação aponta que relacionamento com Renildo, preso na PCE, envolvia presentes, dinheiro e benefícios materiais

Reprodução/ Montagem

Segundo o Gaeco, relação entre os dois também envolvia registros de joias, dinheiro, flores, veículo e outros benefícios.

Segundo o Gaeco, relação entre os dois também envolvia registros de joias, dinheiro, flores, veículo e outros benefícios.

DO REPÓRTERMT



Rhavenna Barcelos Cabeça de Almeida contou à irmã que pediu Renildo da Silva Rios, conhecido como “Velhote” ou “Chapa”, em casamento e que ele deixaria a esposa para ficar com ela. A conversa aparece nos documentos da investigação que apura a ligação da missionária e de familiares com integrantes de uma facção. Rhavenna é filha de pastores e integrante do projeto de evangelização Resgatando Vidas, que, segundo a Polícia Civil e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), teria sido desvirtuado para facilitar o acesso de integrantes do grupo a presos e a comunicação com lideranças da facção.

Renildo é apontado pela investigação como um dos conselheiros da facção no Estado e está preso na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.

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De acordo com a denúncia apresentada pelo Gaeco, no dia 17 de março de 2026 Rhavenna disse à irmã Lo Rhuama Barcelos de Almeida Gobbi, a “Lolo”, que havia pedido Renildo em casamento. Ela também afirmou que ele deixaria a esposa e perguntou se o pai aceitaria o relacionamento.

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A reação da irmã chamou a atenção dos investigadores. Segundo o Ministério Público, Lolo respondeu que o relacionamento “não foi tempo perdido”, porque Rhavenna havia ganhado um carro.

Outro relatório da Polícia Civil registra conversa semelhante. Rhavenna afirma que Renildo “largaria a esposa para ficar com ela” e Lolo responde, em tom de deboche: “Que nada pelo menos n foi tempo perdido” e “Arrumou e ainda ganhou um carro kkk”.

A relação entre os dois é um dos pontos destacados pela investigação. Fotografias localizadas no iCloud de Rhavenna mostram o casal aos beijos dentro da unidade prisional, em contexto relacionado às atividades do projeto religioso Resgatando Vidas. Para a Polícia Civil, a aproximação ultrapassou a assistência religiosa e se transformou em vínculo pessoal e amoroso.

Os investigadores também encontraram registros de presentes atribuídos a Renildo, entre eles flores, alianças, joias, dinheiro, passagem de viagem e possível disponibilização de veículo. Rhavenna ainda teria tatuado a letra “R” na lombar e utilizado uma peça íntima personalizada com o apelido “Velhote”.

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A denúncia do Gaeco afirma que as imagens e conversas mostram ainda o recebimento de joias, flores e um veículo, além de valores fracionados. O Ministério Público sustenta que os benefícios faziam parte da relação mantida entre Rhavenna e Renildo.

Em outro diálogo, a própria família trata do poder financeiro de Renildo. Rhavenna afirma à irmã Anatany que ele seria “conselheiro final” e diz: “Dinheiro é o que ele tem.” A conversa ocorreu enquanto elas discutiam a possibilidade de Renildo comprar um imóvel.

Rhavenna e Renildo estão entre os denunciados pelo Ministério Público no processo que apura organização criminosa e lavagem de dinheiro. As acusações ainda estão sujeitas ao contraditório e à análise da Justiça.

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