Pedro França/Agência Senad

O senador Wellington Fagundes (PL) afirmou que a bancada do partido deverá ter liberdade para votar a PEC que prevê o fim da escala 6x1
DO REPÓRTERMT
O senador Wellington Fagundes (PL) afirmou, nessa segunda-feira (12), que o Partido Liberal (PL), legenda do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, deverá liberar sua bancada para votar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. A informação foi divulgada pelo O Globo.
De acordo com Fagundes, embora Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio, defenda a abstenção, a maioria dos senadores do partido considera necessário assumir uma posição sobre a proposta.
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“O posicionamento de Rogério Marinho é pela abstenção, mas a maioria da bancada avalia que os senadores devem se posicionar”, declarou o parlamentar.
A expectativa é que Flávio Bolsonaro vote favoravelmente à PEC.
Segundo a avaliação relatada pelo jornal, posicionar-se contra o fim da escala 6x1 poderia prejudicar significativamente sua campanha presidencial. Apesar de considerar a proposta mal formulada e potencialmente prejudicial à economia, o senador não vê espaço político para rejeitá-la.
A estratégia da campanha prevê que Flávio defenda melhores condições de trabalho para os brasileiros, mas também critique medidas adotadas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), classificando-as como eleitoreiras e prejudiciais à economia. O discurso deverá enfatizar que essas políticas precisariam ser revistas em caso de mudança de governo.
Discussão sobre o fim da escala 6x1
O Senado retoma nesta terça-feira (13) o debate sobre a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, com duas folgas por semana e sem redução salarial. A primeira votação está prevista para quarta-feira (14), com necessidade de pelo menos 49 votos favoráveis.
O fim da escala 6x1 é uma das principais bandeiras de Lula na disputa pela reeleição contra Flávio Bolsonaro. A aprovação antes do segundo turno, em 25 de outubro, permitiria ao presidente apresentar a medida como uma conquista de seu governo, enquanto a oposição tenta adiar a votação para depois das eleições.
Para acelerar a tramitação, o governo busca 54 assinaturas de senadores para aprovar um calendário especial, que permitiria votar a PEC em dois turnos na quarta-feira. Sem esse requerimento, a proposta poderá ser votada apenas em primeiro turno, pois o rito normal exige mais três sessões de discussão e um intervalo de cinco dias úteis antes da segunda votação.











