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13 de Outubro de 2026

13 de Outubro de 2026, 11h:40 - A | A

POLÍCIA / ATAQUE NA MADRUGADA

Gangue do Mounjaro arromba Drogasil do Florais e rouba estoque

Criminosos encapuzados destruíram portas de vidro e de aço na madrugada, invadiram área de refrigerados e levaram quatro CPUs

RepórterMT

Drogasil tem portas destruídas e estoque de Mounjaro furtado em Cuiabá

Drogasil tem portas destruídas e estoque de Mounjaro furtado em Cuiabá

ANA ADÉLIA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT



Uma unidade da farmácia Drogasil, localizada na região dos condomínios Florais, em Cuiabá, foi alvo de furto na madrugada de hoje (13). Dois bandidos encapuzados invadiram o estabelecimento comercial após arrombar as portas de aço e de vidro da fachada.

De acordo com a Polícia Civil, a ação criminosa ocorreu por volta das 3h. Com os rostos cobertos e vestindo calças jeans, a dupla teve acesso ao interior do comércio e focou o roubo em itens de alto valor e equipamentos de informática.

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Os criminosos violaram uma geladeira exclusiva para medicamentos controlados e subtraíram estoques de remédios GLP-1 (utilizados em tratamentos para emagrecimento e controle de diabetes, conhecidos como Mounjaro). Os bandidos também arrancaram e levaram quatro CPUs que operavam nos balcões de atendimento.

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A invasão e o furto só foram descobertos nas primeiras horas da manhã, quando o supervisor da unidade chegou para iniciar o expediente e encontrou as estruturas danificadas, acionando imediatamente a gerência.

O caso foi comunicado às autoridades e agora está sob apuração da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá, que busca imagens de câmeras de segurança da região para identificar e localizar os autores do crime.

GANGUE DO MOUNJARO

Um levantamento do RepórterMT mostra que este é o nono ataque com foco em remédios emagrecedores apenas no mês de setembro e este início de outubro na Capital. A série reúne roubos à mão armada e invasões durante a madrugada ocorridos entre 1º de setembro e 1º de outubro. 

Reprodução

ASSALTO NA DROGARIA

Assalto na Drogasil

A escalada começou em 1º de setembro, quando dois bandidos armados entraram em uma Drogasil da Avenida dos Florais se passando por clientes. Funcionários e consumidores foram obrigados a ficar no chão enquanto os criminosos recolhiam medicamentos e objetos pessoais. Foram levadas nove unidades de Mounjaro, quatro celulares, alianças, anéis, corrente e outros pertences. Uma das vítimas estava acompanhada do filho de 8 anos e teve uma arma apontada para a cabeça. 

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Uma semana depois, em 8 de setembro, outra Drogasil, no Jardim das Américas, foi alvo. O estabelecimento confirmou ao RepórterMT que criminosos levaram canetas emagrecedoras e dinheiro do caixa. Na época, as polícias Civil e Militar informaram que não haviam localizado registro da ocorrência em seus sistemas. 

O ataque de maior volume conhecido até então ocorreu em 17 de setembro, na Drogaria São Paulo da Avenida Presidente Getúlio Vargas. Três criminosos renderam funcionários e levaram 33 caixas de Mounjaro, cada uma contendo quatro canetas e celulares. A ação durou entre oito e dez minutos. No dia seguinte, quatro pessoas foram presas e a Força Tática recuperou 30 das 33 caixas roubadas. 

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Nem a prisão do grupo impediu novos casos. Na madrugada de 26 de setembro, a mesma Drogasil da Avenida dos Florais atacada no início do mês voltou a ser invadida. Desta vez, três homens encapuzados arrombaram o estabelecimento e levaram todo o estoque de Mounjaro, além de seis computadores. Caixas, armários e a geladeira onde os medicamentos eram armazenados também foram violados. 

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Reprodução

Assalto Drogasil

Assaltantes balearam criança em assalto

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O caso abriu uma sequência ainda maior. Entre os dias 26 e 28 de setembro, quatro farmácias foram furtadas. Além da unidade dos Florais, imagens divulgadas da investigação registraram ataques em estabelecimentos nos bairros Boa Esperança, Jardim Imperial e Jardim Itália. Os criminosos aparecem forçando portas e grades e, já dentro das lojas, indo aos refrigeradores onde estavam as canetas emagrecedoras. 

O prejuízo informado por apenas três desses quatro estabelecimentos chegou a aproximadamente R$ 568 mil. Cinco suspeitos acabaram presos pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), parte deles enquanto participava de uma confraternização com churrasco e bebidas. Dois veículos, celulares, medicamentos e outros objetos foram apreendidos. A Polícia Civil passou a investigar para onde as canetas furtadas eram levadas e se havia uma estrutura criminosa permanente para receptação e revenda.

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Mas a onda não parou. Apenas três dias depois das prisões, na tarde de 1º de outubro, criminosos armados entraram em uma Drogasil no bairro Goiabeiras. Conforme a Polícia Civil, o objetivo era novamente levar o estoque de Mounjaro. Os ladrões não conseguiram pegar as canetas e fugiram com dinheiro, mas, antes de deixar o local, efetuaram um disparo que atingiu uma criança de 11 anos. Dois envolvidos, de 20 e 37 anos, foram presos pela Derf.

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Um detalhe chama a atenção no levantamento: a unidade dos Florais foi atacada duas vezes em apenas 25 dias. Além disso, o roubo no Goiabeiras ocorreu depois da prisão dos cinco suspeitos ligados à série de furtos dos dias 26 e 28, reforçando que ainda não é possível atribuir toda a sequência a uma única quadrilha. A própria Polícia Civil informou que investiga se os presos possuem relação com ataques anteriores. 

O alto valor comercial dos medicamentos ajuda a dimensionar o tamanho do mercado cobiçado pelos criminosos. O programa oficial da fabricante Lilly informa preços em lojas físicas entre cerca de R$ 1,5 mil e R$ 3,6 mil por caixa, conforme a dosagem, enquanto o preço máximo ao consumidor pode chegar a R$ 3.854,43.

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