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29 de Agosto de 2012, 11h:29 - A | A

POLÍTICA / FALOU DEMAIS

Chico Daltro processa Eder Moraes por calúnia, injúria e difamação

Daltro afirmou que Eder tem tentado vinculá-lo ao escândalo do VLT

DA REDAÇÃO



O vice-governador Chico Daltro (PSD) entrou uma ação na Justiça contra o ex-secretário da Secopa Eder Moraes por calúnia, injúria e difamação. A acusação é de que Eder teria tentado envolvê-lo em uma suposta fraude no processo licitatório do VLT (veículo leve sobre trilhos). A informação de que houve pagamento de propina, feito pelo Consórcio VLT a membros do governo na ordem de R$ 80 milhões, foi publicada pelo portal UOL há duas semanas.


"Compartilho da mesma determinação do governador de não deixar nada sem explicação, sem elucidação e para baixo do tapete. Quero apuração total dos fatos e como existe um impasse promovido por quem tenta repartir sua culpa com outras autoridades públicas, nada mais justo do que levar a questão para ser dirimida no foro legal que é a Justiça. Eder terá que se explicar para a Justiça e para a sociedade mato-grossense", disse Daltro, se referindo ao governador Silval Barbosa (PMDB).

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O advogado de Daltro, Huendel Rolin, explicou que a decisão de acionar o ex-secretário foi em decorrência de uma série de declarações e apontamentos que precisam ser elucidados para não se manchar a honra de um homem público como o vice-governador. "Ele (Eder) será chamado em juízo para comprovar o que disse", disse o advogado.


Rolin apontou que a Justiça irá apurar a chegada de Rowles Magalhães como intermediário do Fundo Infinity e da Ferconsult, de sua doação do projeto do VLT que foi encampado pelo Estado para a Agecopa/Secopa, à época dirigida por Eder Moraes, que também foi o responsável pelo processo licitatório através do Regime Diferenciado de Contratação (RDC), até que deixou o governo do Estado justamente por colocações públicas infelizes.


Daltro frisa ainda que Rowles Magalhães trabalhou na vice-governadoria do Estado por quatro meses em 2012 e toda sua atuação está calcada em relatórios circunstanciados e que em momento algum houve qualquer tratativa de assuntos de competência exclusivamente da Secopa.


"Essa questão de Rowles Magalhães com a Agecopa/Secopa e com Eder Moraes aconteceu em 2010 e 2011, portanto, um ano antes do mesmo ter sido contratado para prestar serviços na vice", disse Huendel Rolin, convicto de que a Justiça não terá dificuldades para elucidar os fatos.


Leia aqui uma das matérias onde Eder fala sobre ligação de Daltro com Rowles.

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