Cuiabá, 21 de Setembro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
21 de Setembro de 2026

15 de Julho de 2026, 13h:48 - A | A

POLÍTICA / OPERAÇÃO FUGAZI

Após ação da Polícia Federal, Max Russi defende abertura de CPI dos Consignados em Mato Grosso

Presidente da Assembleia afirma que ação da Polícia Federal contra grupo acusado de fraudar cartões de crédito e empréstimos de servidores públicos dá força política para investigação

Karine Arruda/RepórterMT

Presidente defende início de investigação mesmo em período eleitoral

Presidente defende início de investigação mesmo em período eleitoral

ANA JÁCOMO
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT



A deflagração da Operação Fugazi pela PF (Polícia Federal) hoje (15) criou um debate para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT). O presidente, deputado estadual Max Russi (Podemos), disse que a ação policial contra fraudes em empréstimos e cartões consignados de servidores estaduais torna a investigação parlamentar uma obrigação do Legislativo.

A Operação Fugazi cumpre 13 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e do Rio Grande do Sul, todos expedidos pela Justiça Federal em Mato Grosso.

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

A investigação apura a atuação de um grupo econômico acusado de mascarar empréstimos consignados com juros abusivos sob a fachada de cartões de crédito consignados, dificultando a quitação das dívidas de servidores públicos, aposentados e pensionistas. A Justiça também determinou o bloqueio de ativos financeiros e o sequestro de bens dos investigados.

LEIA MAIS: Mauro: O Estado abriu 10% a mais de margem a pedido da AL, por iniciativa de Valdir Barranco, do PT

Anteriormente, o presidente da ALMT avaliava que o período eleitoral de 2026 prejudicaria o andamento de uma comissão de inquérito. No entanto, o fato de as ordens judiciais partirem de Mato Grosso e mirarem um setor que afeta diretamente os servidores estaduais mudou o cenário. Atualmente, o requerimento para a instalação da CPI conta com seis das nove assinaturas necessárias.

"Havendo uma operação da Polícia Federal e havendo agentes públicos envolvidos no Estado de Mato Grosso, com certeza fortalece muito o debate. Tenho que refazer a minha fala anterior, pois eu achava que, neste momento eleitoral, uma CPI poderia ter dificuldades de encaminhamento. Se isso se concretizar [o envolvimento local], a Assembleia tem por obrigação aprofundar essa investigação", declarou Max Russi.

Histórico de irregularidades

O deputado relembrou que o parlamento estadual já tentou regulamentar a concessão desses créditos para proteger a folha de pagamento dos servidores, mas a lei aprovada acabou invalidada na Justiça.

LEIA MAIS: Pivetta: Governo não contratou o Banco Master, apenas abriu credenciamento para quem queria fornecer empréstimos aos servidores

"Nós aprovamos um projeto de lei baseado em discussões anteriores, mas a nossa proposta foi derrubada na Justiça. Se aquele projeto estivesse valendo, não teríamos tido esses problemas que enfrentamos com os consignados agora. Infelizmente, foi derrubado, abriu-se a porteira e aconteceu o que aconteceu em relação aos nossos servidores", concluiu o presidente.

A PF também apura a prática de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e lavagem de dinheiro por parte das empresas envolvidas no esquema. A Assembleia Legislativa monitora os desdobramentos das buscas para dar andamento ao recolhimento de assinaturas para a abertura da comissão.

Entenda o caso

A operação do cartão consignado é alvo de questionamentos na Justiça por sete sindicatos de servidores públicos de Mato Grosso. As entidades são representadas pelo escritório AFG & Taques, que tem como um dos sócios o ex-governador de Mato Grosso Pedro Taques, que é pré-candidato ao Senado.

De acordo com os argumentos da banca jurídica, mais de 15 mil pessoas, o que equivale a 10% do funcionalismo estadual, estimado em 100 mil ativos e aposentados, relataram problemas, envolvendo o endividamento e o comprometimento de parcelas do salário.

A investigação, que corre em segredo de Justiça no Superior Tribunal de Justiça (STJ), apura um suposto favorecimento ao Banco Master no credenciamento para o fornecimento do cartão-benefício consignado (Credcesta) aos servidores públicos de Mato Grosso. 

O escritório sustenta que Mato Grosso autorizou diversas outras empresas e fintechs sem autorização do BC a operar o consignado no estado, que depois tiveram suas carteiras de crédito absorvidas pelo Master. Essa tese chegou a ser abordada por Pedro Taques em seu depoimento à CPI do Crime Organizado em março deste ano.

Veja o vídeo:

Comente esta notícia

Olinda 15/07/2026

Ah! Muito tempo essa situação dos consignados estavam acontecendo e ele nunca tomou nenhuma atitude em favor dos servidores públicos, precisou Dr. Pedro Taques e Antonio Vagner juntamente com a polícia federal entrar em ação para esse se posicionar, Parabéns.

positivo
2
negativo
0

1 comentários