RepórterMT

"Comitê da maldade está muito bem organizado", afirma Mendes ao denunciar armação política
ANA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT
O ex-governador e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), usou suas redes sociais hoje (25) para rebater com veemência a informação de que é alvo de uma apuração sigilosa conduzida pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
A investigação, que corre em segredo de Justiça no Superior Tribunal de Justiça (STJ), apura um suposto favorecimento ao Banco Master no credenciamento para o fornecimento do cartão-benefício consignado (Credcesta) aos servidores públicos de Mato Grosso. Mendes classificou a denúncia como eleitoreira e afirmou que o "comitê da maldade" foi ativado no dia seguinte ao anúncio de sua pré-candidatura ao Congresso Nacional.
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Em vídeo, o ex-governador detalhou os bastidores da criação do benefício para provar a legalidade do ato. "A fábrica de fake news não para em Mato Grosso. Em 2023, o Estado abriu 10% a mais de margem a pedido da Assembleia Legislativa, por iniciativa do deputado Valdir Barranco, do Partido dos Trabalhadores (PT). Todo o processo foi feito dentro da mais absoluta legalidade", argumentou Mendes.
Ele ressaltou que o Banco Master não teve exclusividade. "Vinte e quatro bancos e instituições se credenciaram. O Master foi apenas mais um que sequer foi o primeiro a se cadastrar; quando ele entrou, já havia quatro outras instituições autorizadas. Esse cartão existe em 22 estados brasileiros. Onde está o favorecimento?"
A investigação ganhou musculatura nacional após desdobramentos da Operação Compliance Zero, que também mira o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e o líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT), por contratos semelhantes.
No caso de Mato Grosso, o foco está no decreto assinado por Mendes em maio de 2023, que ampliou em 10% a margem consignável para cartões de benefícios. O Banco Master solicitou o cadastro três dias após a publicação do decreto e obteve o aval da gestão estadual em menos de uma semana, garantindo uma portaria válida até 2028.
Acusações de complô em Brasília
Subindo o tom contra seus oponentes na disputa ao Senado, Mauro Mendes sugeriu que a linha de investigação foi inflada por interferência política de um concorrente direto ao cargo.
"Tenho ouvido nos bastidores da política que o ex-governador, que também é candidato ao Senado, tem andado por Brasília usando da sua influência no Ministério Público Federal (MPF), por já ter sido membro do órgão e ter amigos por lá, junto com alguns políticos de Mato Grosso para fabricar algum tipo de operação para tentar me prejudicar", disse Mendes, em uma clara menção ao ex-governador Pedro Taques (PSB), que é ex-procurador da República.
Mendes relembrou um episódio de 2014, quando foi alvo de mandados de busca e apreensão em sua residência enquanto era prefeito de Cuiabá, em um processo que acabou totalmente arquivado pela Polícia Federal (PF) e pelo Judiciário dois anos depois.
"Aquilo me causou grandes danos e transtornos e eles estão tentando de novo, a todo custo, aplicar esse golpe para me prejudicar. Os atos de credenciamento foram corretos, praticados por servidores públicos de carreira que estão lá para esclarecer qualquer dúvida. Todos os membros desse comitê da maldade serão processados", concluiu, reafirmando que manterá a campanha ao lado da esposa, Virgínia Mendes, que é pré-candidata a deputada federal.
A operação do cartão consignado é alvo de questionamentos na Justiça por sete sindicatos de servidores públicos de Mato Grosso. As entidades são representadas pelo escritório AFG & Taques, que tem como um dos sócios Pedro Taques. De acordo com os argumentos da banca jurídica, mais de 15 mil pessoas, o que equivale a 10% do funcionalismo estadual, estimado em 100 mil ativos e aposentados, relataram problemas com o Credcesta, envolvendo o endividamento e o comprometimento de parcelas do salário.
O escritório sustenta que Mato Grosso autorizou diversas outras empresas e fintechs sem autorização do BC a operar o consignado no estado, que depois tiveram suas carteiras de crédito absorvidas pelo Master. Essa tese chegou a ser abordada por Pedro Taques em seu depoimento à CPI do Crime Organizado em março deste ano.
Veja o vídeo:
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João Ninguém. 26/06/2026
Será que no Brasil um dia vai ter um político que vai botar a cara a tapa e assumir sua culpa?
Eduardo 25/06/2026
Preocupa não Mauro sua eleição já esta garantida pelo belíssimo trabalho realizado no governo, vc fez e vai fazer muito maís por nosso mato grosso, tamojunto.
2 comentários