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Cuiabá, 24 de Junho de 2026
24 de Junho de 2026

24 de Junho de 2026, 11h:26 - A | A

POLÍTICA / INVESTIGAÇÃO NO STJ

Pivetta: Governo não contratou o Banco Master, apenas abriu credenciamento para quem queria fornecer empréstimos aos servidores

Governador afirmou que instituição financiera era uma das habilitadas para consignados em MT

VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT



O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) negou que o Governo do Estado tenha contratado o Banco Master para financiar empréstimos a servidores públicos estaduais. Ele afirmou que a instituição era uma das habilitadas para consignados em Mato Grosso. 

A suposta contratação está sendo alvo de investigação do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

“Nós não contratamos, nós abrimos credenciamento à época pra bancos, fintechs, pra quem queria e poderia oferecer empréstimos consignados para os nossos servidores. Inclusive pra aumentar a concorrência e, em tese, diminuir o custo. O Banco Master era um das dezenas de bancos e fintechs que se habilitaram a fazer empréstimos para os nossos servidores”, explicou o governador.

À imprensa, Pivetta relembrou a Lei nº 12.933, sancionada em junho do ano passado, que passou a proibir bancos que não têm endereço fixo em Mato Grosso de conceder empréstimos aos servidores e restringiu a margem consignável do salário dos servidores em até 35%.

“Há um ano atrás, o Mauro estava viajando pra China, esse negócio veio a público, imediatamente eu levei pra Assembleia uma lei proibindo bancos que não tivessem endereço fixo em Mato Grosso de fazer empréstimo”, disse.

“Também nós restringimos os consignados no máximo a 35% da renda dos trabalhadores”, acrescentou.

Segundo o governador, desde então, apenas o Banco do Brasil está habilitado a fazer empréstimos consignados aos servidores estaduais.

Outros quatro ou cinco pedidos de bancos estão sendo analisados.

Em relação às fraudes financeiras aplicadas contra os servidores, o governador explicou que o Governo do Estado entrou com uma ação na Justiça para depositar em juízo os valores que seriam destinados ao pagamento dos empréstimos consignados aos bancos, os quais classificou como fraudes financeiras.

Cerca de R$ 54 milhões já estão depositados nessa conta judicial, referentes a aproximadamente 25 mil servidores que contrataram empréstimos.

A expectativa é que os valores sejam devolvidos aos trabalhadores.

Veja vídeo:

 

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