ANA JÁCOMO
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT
No evento que abriu oficialmente sua pré-campanha ao Senado ao lado da esposa, Virgínia Mendes que se lançou pré-candidata a deputada federal, o ex-governador Mauro Mendes (União) confirmou as costuras de bastidores e admitiu que o nome do deputado federal Fábio Garcia (União) está no radar para ocupar a vaga de vice-governador. A cadeira comporá a chapa liderada pelo atual chefe do Executivo e pré-candidatoao governo de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos).
Ao ser questionado sobre a indicação do partido para o posto, Mendes revelou que o nome de seu ex-chefe da Casa Civil está formalmente sob avaliação para a disputa. "Ele tem todas as condições para ocupar qualquer carga que deseja (...) Ele é avaliado, sim", confirmou mas ponderando que, embora o nome de Garcia seja forte, o debate formalizado entre as legendas que compõem a base governista ainda não foi oficialmente aberto.
Apesar de colocar o correligionário do União Brasil no circuito, o pré-candidato ao Senado fez questão de negar qualquer tipo de imposição partidária sobre o Palácio Paiaguás. Para explicar a necessidade de afinidade política e pessoal na composição da chapa, Mendes utilizou uma metáfora para garantir autonomia total a Otaviano Pivetta na palavra final.
"Quem vai escolher o vice é o Pivetta. Eu escolhi minha esposa para casar, ela me escolheu, e o vice é mais ou menos isso. Você tem que ter a liberdade de escolher".
A indicação de Fábio Garcia para a vaga de vice, no entanto, esbarra em um complexo nó tático dentro do próprio União Brasil. Recentemente, o deputado federal chegou a rechaçar publicamente o foco em um projeto de vice-governador, condicionando qualquer avanço à resolução de "problemas internos" da própria sigla.
O grande impasse de bastidor gira em torno da definição do rumo partidário para o Palácio Paiaguás. Enquanto Mauro Mendes defende abertamente a manutenção da aliança e o apoio à reeleição de Otaviano Pivetta, a ala ligada ao senador Jayme Campos (União) articula sua candidatura própria ao Governo do Estado.
Caso o entendimento não seja costurado até o limite das convenções partidárias, que ocorrem até agosto, a decisão final precisará ser tomada no voto dos correligionários.
O cenário ganha contornos ainda mais burocráticos porque, além da convenção do União Brasil, o Progressistas (PP), partido que integra a federação junto com a sigla, também realizará sua deliberação de forma separada. Se houver divergência inconciliável entre as legendas federadas, uma comissão mista de sete membros precisará ser acionada, sob o risco de sofrer uma intervenção direta do diretório nacional.
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