ANA JÁCOMO
VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT
O vereador Dilemário Alencar (União Brasil) confirmou hoje (23) que ele e a vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade) fecharam um acordo político com o bloco de 12 parlamentares liderado pela atual presidente da Casa, Paula Calil (PL).
A aliança, consolidada em um jantar na noite anterior, confere ao grupo a maioria absoluta de 14 votos, mas traz uma cláusula condicionante de que caso Paula não consiga viabilizar juridicamente sua reeleição, Dilemário será o candidato oficial do bloco à Presidência da Mesa Diretora.
Para que Paula Calil possa concorrer à reeleição, o Parlamento cuiabano precisa alterar seu regimento interno, uma manobra que exige quórum qualificado de dois terços dos membros, totalizando 18 votos favoráveis.
"O que ficou combinado é que, caso a presidente Paula, até o dia 15 de julho, não consiga os 18 votos necessários para mudar o regimento onde dê a ela a possibilidade de se candidatar ao cargo, ou seja, a eleição, o grupo passaria a apoiar o vereador Dilemário para presidente. Então ficou combinado essa situação", disse.
Ciente do cálculo matemático complexo, Dilemário explicou que o pacto prevê um prazo limite para que a aliada angarie os votos restantes. Se a meta não for atingida até o início de julho, o comando da chapa fica com ele. "Eu e a vereadora Baixinha vamos ajudar a vereadora Paula a alcançar o quórum necessário, mas caso não consiga, fica compactuado o apoio".
Ex-líder do prefeito Abilio Brunini (PL), função que deixou justamente para focar na articulação de sua candidatura, Dilemário agora "come pelas beiradas" em uma disputa polarizada. De um lado, Paula Calil tenta quebrar o impedimento legal da recondução. De outro, o vereador Ilde Taques (Podemos) lidera um bloco de oposição impulsionado pela força do deputado estadual Max Russi (PSB).
Contudo, as negociações estão longe de um desfecho definitivo e o primeiro grande teste de força em plenário não será a escolha dos nomes, mas sim a definição da data do pleito. Há propostas na Casa para adiar a votação de agosto para outubro ou novembro, com o objetivo de alinhar o processo às balizas jurídicas recentes estabelecidas pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
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