ANA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT
A 14ª Vara Criminal de Cuiabá determinou a expedição imediata de mandados de prisão preventiva contra quatro policiais militares integrantes do Batalhão de Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam ). A decisão do juiz João Bosco Soares da Silva atende a uma ordem direta do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que reformou os entendimentos das instâncias locais e determinou o retorno imediato dos agentes ao regime fechado.
Os alvos da medida são os policiais Jorge Rodrigo Martins, Wailson Alessandro Medeiros Ramos, Wekcerlley Benevides de Oliveira e Leandro Cardoso. Eles respondiam ao processo em liberdade na esfera comum, mas sob monitoramento da Justiça Militar, que já havia determinado o uso de tornozeleira eletrônica, o recolhimento de armas (inclusive particulares) e o afastamento das ruas para funções administrativas.
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Agora, a nova decisão da ministra Maria Marluce Caldas, do STJ, restabeleceu as prisões preventivas de forma definitiva. A magistrada apontou a gravidade concreta dos fatos, a elevada periculosidade dos envolvidos e o risco real de intimidação das testemunhas e das vítimas sobreviventes para justificar o retorno ao cárcere.
Simulação de confronto e ligação com morte de advogado
O caso tramita sob denúncia do MP-MT (Ministério Público do Estado de Mato Grosso) referente a um episódio ocorrido em 12 de julho de 2024. Segundo a acusação, os militares executaram Walteir Lima Cabral a tiros e tentaram matar outras duas pessoas.
A denúncia aponta que os policiais tentaram forjar a cena do crime, simulando um confronto armado para encobrir plantar a pistola Glock G17 usada no homicídio do advogado Renato Nery.
A investigação ganhou contornos ainda mais graves quando um laudo pericial de balística comprovou que a mesma arma utilizada na ocorrência da Rotam foi empregada no assassinato do advogado Renato Gomes Nery, executado a tiros uma semana antes, no dia 5 de julho de 2024, em Cuiabá.
Com o mandado expedido pela magistratura local, a PJC (Polícia Judiciária Civil) e a Polícia Militar do Estado de Mato Grosso foram acionadas em caráter de urgência para cumprir as prisões e recolher os réus.














