Cuiabá, 28 de Setembro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
28 de Setembro de 2026

23 de Junho de 2026, 22h:08 - A | A

POLÍCIA / PROIBIDA DE DIRIGIR

Júri condena bióloga que atropelou jovens na Isaac Póvoas a 6 anos no semiaberto

Por não reconhecer dolo em atropelamento que matou dois jovens na Isaac Póvoas, Conselho de Sentença acolhe tese de defesa e aplica pena com proibição de dirigir

Divulgação

O juri popular da bióloga Rafaela Screnci da Costa Ribeiro, acontece depois de quase oito anos sendo acusada de atropelar três jovens e causar duas mortes

O juri popular da bióloga Rafaela Screnci da Costa Ribeiro, acontece depois de quase oito anos sendo acusada de atropelar três jovens e causar duas mortes

DO REPÓRTERMT



O Tribunal do Júri de Cuiabá decidiu desclassificar a conduta da professora Rafaela Screnci da Costa Ribeiro, acusada pelo atropelamento que resultou nas mortes de Myllena Lacerda Inocêncio e Ramon Alcides, além de causar ferimentos graves em Hya Girotto.

O Conselho de Sentença não reconheceu a existência de dolo eventual, quando há intenção ou aceitação do risco de matar, acolhendo a tese de que o episódio configurou crime culposo, ou seja, sem intenção. Com a desclassificação, a ré foi condenada a seis anos de reclusão em regime inicial semiaberto e teve o direito de dirigir suspenso.

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

Para afastar a acusação de dolo, o corpo de jurados seguiu a linha da defesa, que sustentava que a tipificação inicial era desproporcional. Os advogados utilizaram laudos periciais que indicaram que o veículo conduzido pela professora trafegava a aproximadamente 54 km/h, velocidade dentro do limite permitido para a via.

Além disso, a defesa destacou que, embora tenha havido consumo de bebida alcoólica, exames médicos realizados na época atestaram que a ré não estava em estado de embriaguez clínica.

Outro ponto técnico explorado durante o julgamento foi a dinâmica do acidente. A defesa apontou que os pedestres realizavam uma travessia irregular, fora da faixa de segurança, e que uma das vítimas teria parado sobre a pista antes do impacto, reforçando o argumento de que a acusação de dolo eventual não possuía sustentação fática.

O caso

O atropelamento ocorreu na madrugada do dia 23 de dezembro de 2018, na Avenida Isaac Póvoas, em Cuiabá. Os três jovens haviam acabado de sair de uma casa noturna nas proximidades quando foram atingidos pelo carro conduzido por Rafaela.

Myllena Lacerda Inocêncio morreu ainda no local do acidente e Ramon Alcides faleceu dias depois em decorrência dos ferimentos.

A terceira vítima, Hya Girotto, sobreviveu após passar três semanas internada. A condutora do veículo chegou a ser presa em flagrante na data do fato, mas obteve a liberdade provisória no dia seguinte após o pagamento de fiança.

 

Comente esta notícia

mariluza Rodrigues da Silva Figueiredo 27/06/2026

Como ela e filhinha de papai e tem grana, aí até os reus a absolveu, mas se fosse um pobre lascado que atropelasse e matasse aí já tava na PCE ou na Maria do couto onde fica as mulheres presas. Infelizmente essa e a triste realidade do nosso Brasil, pode criar mil leis, mas essas tal de leis e cega pra granfinos, e só os pobres que se lasca e ficam preso.

positivo
0
negativo
0

Ageo Luiz Bastos Villanova 24/06/2026

Digo foi uma fatalidade a Rafaela para mim não teve culpa e nem intenção de matar ninguém, o que houve me desculpe os pais dos falecidos meus sentimentos, mais não poderia estar dançando na avenida, pois se não fosse a Rafaela com certeza seria o próximo que viesse atrás no mesmo sentido é o que eu vejo, ninguém quer matar ninguém. Principalmente a Rafaela. Como ela bem disse a vida dela foi massacrada.

positivo
0
negativo
1

Cidadão 24/06/2026

A VOZ DO POVO É A VOZ DE DEUS! JUSTICA FEITA! A RÉ É VÍTIMA TAMBÉM. FOI PERSEGUIDA PELO MAURO MORTEIRO DO MP. QUE AGORA DEVE SENTAR E CHORAR TAMBÉM!

positivo
8
negativo
0

3 comentários