RepórterMT

A especialista ressaltou que o ato de pensar fora da curva convencional é a chave para a criação de soluções inéditas e disruptivas
ANA CRISTINA VIEIRA
DO REPÓRTERMT
Em entrevista ao RepórterMT, a psicóloga e mestre em Antropologia Social Amanda Nery comentou sobre os desafios cotidianos enfrentados por pessoas autistas ao tentarem se adequar a padrões corporativos e regras sociais implícitas que, muitas vezes, desconsideram suas necessidades sensoriais e funcionais.
"As empresas querem funcionários que se encaixem dentro de regras que, muitas vezes, não são faladas, regras sociais, regras de convivência que ninguém explica e o autista tenta se adaptar", explicou.
>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!
A especialista ressaltou que o ato de pensar fora da curva convencional, embora por vezes cause estranhamento em grupos acostumados ao mesmo tipo de raciocínio, é justamente a chave para a criação de soluções inéditas e disruptivas. Segundo Amanda, o autista percebe a realidade sob uma perspectiva livre das normas impostas pela sociedade.
Quando o indivíduo encontra espaços seguros para deixar de lado a camuflagem social (conhecida como "mascaramento") e atuar com autenticidade, revela-se um elevado potencial criativo. Para a psicóloga, é nessa atmosfera de acolhimento que desabrocha a vocação neurodivergente para resolver problemas complexos por caminhos alternativos, redefinir relacionamentos interpessoais e se destacar na produção artística e intelectual.
"Aparece uma uma veia para solucionar problemas de maneira diferente, para tratar as pessoas de maneira diferente, para criar também né, mas sim, muitas pessoas neurodivergentes vão para arte sim e para criatividade.
Confira o vídeo:
Confira a entrevista na íntegra:























