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28 de Outubro de 2026

28 de Outubro de 2026, 11h:34 - A | A

POLÍCIA / OPERAÇÃO MÃOS À OBRA

Veja quem são os alvos do esquema de propina de R$ 80 milhões investigado pelo Gaeco em Sinop

Segunda fase da operação apura suspeita de cobrança de propina na aprovação de obras e empreendimentos imobiliários

Reprodução

Gaeco deflagrou a segunda fase da Operação Mãos à Obra, que investiga suposto esquema de corrupção envolvendo servidores públicos e empresários do setor imobiliário em Sinop

Gaeco deflagrou a segunda fase da Operação Mãos à Obra, que investiga suposto esquema de corrupção envolvendo servidores públicos e empresários do setor imobiliário em Sinop

VANESSA MORENO
EDUARDA FERNANDES
DO REPÓRTERMT



O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) prendeu cinco pessoas na manhã desta quarta-feira (28), durante a segunda fase da Operação Mãos à Obra, que investiga um suposto esquema de corrupção envolvendo servidores públicos e empresários do setor da construção civil e de empreendimentos imobiliários em Sinop (a 481 km de Cuiabá), no norte de Mato Grosso.

Entre os alvos dos mandados de prisão preventiva estão os engenheiros civis da Prefeitura de Sinop Fernando Dante Morari e Júlio Henrique Verdu Garcia, além dos servidores públicos Valdinei Monteiro da Silva e Agnaldo Rael da Silva. Também foi alvo de prisão a empresária Débora Alvarenga Nakanishi da Silva, sócia da Dnishi Empreendimentos Imobiliários Ltda.

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Valdinei Monteiro da Silva já havia sido alvo da primeira fase da operação, deflagrada em julho deste ano, quando o Gaeco investigava suspeitas de cobrança de propina para agilizar a tramitação e a aprovação de projetos na administração municipal.

Além das prisões, a Justiça autorizou o cumprimento de 17 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos estão profissionais ligados à construção civil, empresários e pessoas investigadas por possível participação no esquema.

São eles: Antônio Benedito Rodrigues, servidor público; Bruna Maia de Freitas, arquiteta; Grazielly Stolarski, arquiteta e urbanista; Samuel de Sousa Vieira, fiscal de obras; Charles Correia da Costa, engenheiro civil; Danielle da Silva Otaviano Garcia, empresária; Felipe Gabriel Russo, empresário; Laércio Ronei Schorr, engenheiro civil e corretor de imóveis; Roni de Souza, engenheiro civil, empresário e agente penitenciário; e Dnishi Empreendimentos Imobiliários Ltda., empresa investigada.

A decisão judicial também determinou o afastamento de seis servidores públicos de suas funções e o bloqueio de até R$ 80 milhões em bens dos investigados.

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Conforme as informações da operação, o suposto esquema teria funcionado entre 2017 e 2026, com possível participação de agentes públicos vinculados à Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação e de empresários do setor imobiliário.

As investigações buscam esclarecer possíveis irregularidades na tramitação e na aprovação de obras, projetos e empreendimentos imobiliários em Sinop.

O bloqueio patrimonial de até R$ 80 milhões é uma medida cautelar para resguardar recursos no âmbito da investigação e não significa que esse valor tenha sido efetivamente desviado.

Primeira fase

A primeira fase da Operação Mãos à Obra foi deflagrada em 28 de julho deste ano, quando foram cumpridos três mandados de busca e apreensão para apurar suspeitas de cobrança de propina por servidores municipais.

Na ocasião, as investigações apontaram que fiscais de obras estariam exigindo vantagens indevidas para agilizar a tramitação e a aprovação de projetos e outros procedimentos administrativos na Prefeitura de Sinop.

Além de Valdinei Monteiro da Silva, o fiscal Lucemar Felix foi alvo da primeira fase. Ele acabou preso em flagrante após policiais encontrarem uma pistola calibre 6,35 e 21 munições em sua residência.

Na época, a Prefeitura de Sinop afirmou que as suspeitas envolviam condutas individuais dos servidores, e não as atividades da Secretaria de Planejamento Urbano e Habitação. A administração municipal também declarou que não compactuava com irregularidades e que colaboraria com as investigações.

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