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O CEO Leo Oliveira reforçou que a IA deve atuar como um complemento e suporte à inteligência humana, e nunca o inverso.
ANA CRISTINA VIEIRA
DO REPÓRTERMT
Em entrevista ao
, o especialista em Recursos Humanos, escritor, fundador e CEO da Humanos e IA, e executivo com passagem pela Netflix, Leo Oliveira, comentou que o Brasil destaca-se no cenário global de inovação tecnológica ao ocupar a segunda posição mundial no uso de inteligência artificial generativa, tecnologias como ChatGPT e Claude. Para o especialista, a facilidade da população brasileira com a tecnologia é notável.
"Quer dizer o quê? A gente vê a novidade, cada um do seu jeito, vai estar no celular, vai estar testando, faz uma foto, entra numa trend, 'ai, revisa, me ajuda nesse e-mail'. Então, assim, a gente tem muita facilidade assim para poder testar. E eu acho isso ótimo", pontuou.
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No entanto, o cenário muda quando o assunto é a aplicação corporativa dessas ferramentas. Leo chama atenção para um dado alarmante que também se reflete globalmente.
"Quando a gente traz para o ambiente das organizações, acho que aí falta uma gestão, mas esse dado também é global: é que 95% dos projetos da Inteligência Artificial eles falham", destacou.
Para o executivo, o conceito de gestão de mudança no ambiente corporativo não deve ser pautado por reduções drásticas de pessoal.
"E para mim a mudança não é 'eu vou trocar tantas pessoas', como a gente vem vendo acontecendo várias reestruturações, layoffs por aí, mas é: 'OK, se eu tenho um time aqui, essas pessoas me trouxeram até aqui, qual que é a habilidade deles?'. De novo, volta no autoconhecimento, na avaliação de desempenho que não precisa esperar o ano acabar", apontou.
Leo destacou o potencial de valorizar os colaboradores atuais frente aos novos desafios tecnológicos. Segundo o especialista, o segredo está na ordem de prioridades de implementação.
"Primeiro vêm os humanos, depois a gente coloca inteligência artificial na medida certa, né".
O CEO reforça que a IA deve atuar como um complemento e suporte à inteligência humana, e nunca o inverso.
Confira o vídeo:


















