ANA ADÉLIA JÁCOMO
O prefeito em exercício Fernando Biral disse nesta quinta-feira (2) ao RepórterMT que não vê qualquer impopularidade no projeto que prevê a venda de quatro terrenos públicos. A proposta foi enviada por ele à Câmara de Vereadores e aprovado com apenas dois votos contrários.
Biral avisou que o projeto foi feito por Francisco Galindo, não por ele. Segundo Biral, o prefeito, que saiu em viagem na terça feira, deixou o projeto pronto e sua participação foi apenas enviar ao parlamento. O objetivo da venda seria a edificação de um novo Centro Atacadista do Verdão, já que o local será usado pela Secopa para construção de um estacionamento. Além disso, o plano é investir em Educação e Saúde.
“Essa área próxima a Arena será demolida e a Secopa vai transformar em um grande estacionamento para atender a Copa do Mundo de 2014. Para onde os feirantes vão? O prefeito teve que vender o local e mais três terrenos para comprar uma área que abrigue as pessoas. O que sobrar será investido nas pastas de Saúde e Educação”, garantiu Biral. O procurador, no entanto, não informou onde fica a tal área a ser comprada, alegando que criaria muita especulação imobiliária.
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Na próxima semana, segundo ele, vão começar as medições e a avaliação do valor venal de cada imóvel a ser vendido. Após isso, será aberto o processo licitatório e até outubro as áreas estarão vendidas. Pelo texto aprovado, a prefeitura está autorizada a vender terrenos nos bairros Alvorada, Jardim Cuiabá , Cidade Alta e Jardim Vitória, totalizando 32.123 m² de área.
Biral avisa que o comprador do terreno da Cidade Alta não poderá tomar posse de imediato do imóvel, somente após os jogos da Copa. Ele não soube informar quanto poderá ser destinado para cada pasta e nem a estimativa de arrecadação com as vendas.
Desgaste
Questionado sobre a reação dos vereadores Domingos Sávio (PMDB) e Lúdio Cabral (PT), o prefeito em exercício disse que não foi o idealizador do projeto e que apenas deu continuidade no que Galindo executou. Para ele, não há qualquer irregularidade na medida, pois todos os ritos jurídicos foram seguidos.
“Se a prefeitura quer vender um bem público, precisa enviar a proposta à Câmara. Se for autorizado, pede uma avaliação e abre a licitação. Todos esses passos serão cumpridos. Não há irregularidade nisso. Eu não montei o projeto, foi o Galindo. Só estou dando continuidade. Não acordei hoje e pensei: Vou vender quatro terrenos”.
O curioso é que o Governo do Estado, que vem bancando todas as obras referentes à Copa, já planeja criar um Centro de Abastecimento (Ceasa) em Cuiabá. Confira aqui.



















maurilio costa 03/08/2012
no minimo essas areas serao compradas pelo proprio galindo, porque de tanto interesse em vender esses imoveis, alguma coisa estranha esta por traz disso, só espero que o ministerio publico e o tribunal de contas averigue o fato.
1 comentários