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Cuiabá, 19 de Junho de 2026
19 de Junho de 2026

19 de Junho de 2026, 18h:19 - A | A

POLÍTICA / CRIME EM CUIABÁ

Justiça Militar impõe tornozeleira e tira armas de PMs envolvidos no assassinato do advogado Renato Nery

Policiais militares investigados pelo assassinato do advogado deverão permanecer em funções administrativas durante a tramitação do processo.

VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT



A Justiça Militar de Mato Grosso determinou que os policiais militares Jorge Rodrigo Martins, Wailson Alessandro Medeiros Ramos, Wekcerlley Benevides de Oliveira e Leandro Cardoso, investigados por participação no assassinato do advogado Renato Nery, voltem a cumprir medidas cautelares durante a tramitação do processo.

A decisão foi assinada pelo juiz José Mauro Nagib Jorge após a Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) acolher recurso do Ministério Público.

Com isso, os quatro militares ficam novamente proibidos de portar armas de fogo, inclusive particulares. Eles também deverão usar tornozeleira eletrônica e permanecer apenas em funções administrativas dentro da Polícia Militar, sem atuar no policiamento ostensivo.

O magistrado determinou que o Comando-Geral e a Corregedoria da PM adotem as medidas necessárias para cumprir a decisão, incluindo a restrição do acesso às armas, a adequação das funções exercidas pelos militares e a instalação das tornozeleiras eletrônicas.

Na mesma decisão, o juiz rejeitou um pedido da defesa do 3º sargento Leandro Cardoso para localizar uma testemunha. Segundo ele, buscas realizadas pelo Judiciário não encontraram um novo endereço para Luiz Carlos da Silva Campos. Com isso, caberá à própria defesa apresentar a testemunha na audiência já marcada, caso ainda tenha interesse no depoimento.

Por fim, o magistrado manteve a audiência anteriormente agendada. A decisão não analisa a culpa ou inocência dos acusados e apenas cumpre determinação do TJMT para restabelecer as medidas cautelares durante a tramitação da ação penal.

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