ANA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT
A Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Smecel) de Várzea Grande terá o prazo máximo de 30 dias para entregar um diagnóstico completo sobre o tamanho do prejuízo causado pelo incêndio que destruiu o Centro de Distribuição de Merenda Escolar e o Almoxarifado Central. O local guardava livros, merenda e equipamentos da rede municipal de ensino.
A cobrança foi fixada no Decreto Municipal nº 49/2026, assinado pela prefeita Flávia Moretti, que declarou estado de calamidade administrativa na pasta pelo período de 180 dias.
Dentro deste prazo de um mês, a secretaria precisa protocolar no gabinete da prefeita um relatório minucioso com o inventário dos danos materiais, a estimativa do rombo financeiro, as medidas de urgência tomadas e o plano para reconstruir a logística da rede de ensino.
O estado de calamidade dá superpoderes temporários à Educação para fazer compras emergenciais de bens e insumos sem licitação, remanejar servidores e requisitar prédios públicos ou privados para servirem de estrutura operacional.
O incêndio, cujas causas ainda estão sob investigação pericial e administrativa, atingiu o Anexo I da secretaria após um forte estrondo relatado pelo vigilante do local, mobilizando o Corpo de Bombeiros e a Guarda Municipal para o isolamento da área.
O incêndio
O incêndio de grandes proporções atingiu o depósito de 12 mil metros quadrados da Secretaria Municipal de Educação no bairro Marajoara, em Várzea Grande, na noite de quarta-feira (17), por volta das 20h12.
O combate inicial exigiu o uso de mais de 70 mil litros de água pelas equipes do Corpo de Bombeiros, que conseguiram conter as chamas e evitar que o fogo atingisse residências da região e um posto de combustíveis vizinho. Não houve o registro de feridos.
Na quinta-feira (18), os militares mantiveram os trabalhos de rescaldo devido a pequenos focos internos e ao calor extremo. A estrutura do prédio ficou severamente comprometida e apresenta risco iminente de desabamento, o que motivou o isolamento total da área.
Apesar da destruição, os bombeiros conseguiram acessar duas salas que ficaram intactas e salvaram parte do estoque de alimentos não perecíveis, retirando dois caminhões cheios de mantimentos para evitar o desabastecimento da rede pública.
O local segue interditado e aguarda os trabalhos da Defesa Civil e da Politec (Perícia Oficial e Identificação Técnica), que vão apontar as causas do sinistro.















