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Cuiabá, 19 de Junho de 2026
19 de Junho de 2026

19 de Junho de 2026, 17h:44 - A | A

CIDADES / LIVROS, MERENDAS E EQUIPAMENTOS

Relatório que detalha prejuízos de incêndio em anexo da Educação de Várzea Grande deve ficar pronto em 30 dias

Prazo foi estipulado em decreto que declarou estado de calamidade administrativa por 180 dias

ANA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT



A Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Smecel) de Várzea Grande terá o prazo máximo de 30 dias para entregar um diagnóstico completo sobre o tamanho do prejuízo causado pelo incêndio que destruiu o Centro de Distribuição de Merenda Escolar e o Almoxarifado Central. O local guardava livros, merenda e equipamentos da rede municipal de ensino.

A cobrança foi fixada no Decreto Municipal nº 49/2026, assinado pela prefeita Flávia Moretti, que declarou estado de calamidade administrativa na pasta pelo período de 180 dias.

Dentro deste prazo de um mês, a secretaria precisa protocolar no gabinete da prefeita um relatório minucioso com o inventário dos danos materiais, a estimativa do rombo financeiro, as medidas de urgência tomadas e o plano para reconstruir a logística da rede de ensino.

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O estado de calamidade dá superpoderes temporários à Educação para fazer compras emergenciais de bens e insumos sem licitação, remanejar servidores e requisitar prédios públicos ou privados para servirem de estrutura operacional.

O incêndio, cujas causas ainda estão sob investigação pericial e administrativa, atingiu o Anexo I da secretaria após um forte estrondo relatado pelo vigilante do local, mobilizando o Corpo de Bombeiros e a Guarda Municipal para o isolamento da área.

O incêndio

O incêndio de grandes proporções atingiu o depósito de 12 mil metros quadrados da Secretaria Municipal de Educação no bairro Marajoara, em Várzea Grande, na noite de quarta-feira (17), por volta das 20h12.

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O combate inicial exigiu o uso de mais de 70 mil litros de água pelas equipes do Corpo de Bombeiros, que conseguiram conter as chamas e evitar que o fogo atingisse residências da região e um posto de combustíveis vizinho. Não houve o registro de feridos.

Na quinta-feira (18), os militares mantiveram os trabalhos de rescaldo devido a pequenos focos internos e ao calor extremo. A estrutura do prédio ficou severamente comprometida e apresenta risco iminente de desabamento, o que motivou o isolamento total da área.

Apesar da destruição, os bombeiros conseguiram acessar duas salas que ficaram intactas e salvaram parte do estoque de alimentos não perecíveis, retirando dois caminhões cheios de mantimentos para evitar o desabastecimento da rede pública.

O local segue interditado e aguarda os trabalhos da Defesa Civil e da Politec (Perícia Oficial e Identificação Técnica), que vão apontar as causas do sinistro.

 

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