JOÃO FRANCO
DO REPÓRTERMT
Uma mulher de 26 anos foi presa nessa quinta-feira (18), em Urutaí (GO), suspeita de aplicar golpes em pelo menos 200 frequentadores de academias de crossfit no Distrito Federal e em Goiás. Segundo a Polícia Civil, ela arrecadava dinheiro sob a alegação de que a filha, de 3 anos, estaria em tratamento contra um câncer, informação que se mostrou falsa durante as investigações.
A prisão ocorreu durante uma operação conjunta das polícias Civil e Militar de Goiás. Na ação, os agentes apreenderam cerca de R$ 17 mil em espécie. O companheiro dela, que estava com ela no momento da abordagem, também foi detido e levado à delegacia. Vídeos obtidos pelo Metrópoles mostram detalhes da prisão e da atuação policial durante a operação.
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De acordo com as investigações do Grupo Especial de Investigações Criminais de Catalão, a mulher frequentava academias e boxes de crossfit, onde se apresentava como integrante da comunidade esportiva para ganhar a confiança das vítimas.
Ela afirmava que a filha havia sido diagnosticada com leucemia linfoblástica aguda (LLA) e que precisava realizar exames de alto custo para verificar uma possível metástase. Com a história, promovia rifas e recebia doações por meio de transferências via Pix.
Uma frequentadora de um box de crossfit do Distrito Federal relatou que a suspeita chegou a participar de uma aula e, ao final do treino, pediu apoio financeiro aos alunos.
“Ela contou que precisava arrecadar dinheiro para exames da filha. Muitas pessoas se sensibilizaram e fizeram Pix para ajudá-la”, afirmou.
Outra vítima disse ter adquirido rifas acreditando na versão apresentada. “Comprei rifas e até hoje estou esperando meu número para o sorteio”, relatou.
Segundo a polícia, os golpes foram registrados em pelo menos quatro bairros de Catalão, além de outras cidades goianas e do Distrito Federal. As diligências apontaram que a doença da criança nunca existiu e que a história era utilizada para sensibilizar as vítimas e obter dinheiro.
A mulher foi autuada pelo crime de estelionato. As investigações continuam para identificar possíveis novas vítimas e dimensionar o alcance do esquema.















