JOÃO FRANCO
DO REPÓRTERMT
O brasileiro Arisson Benevides, morador de Cáceres (a 216 Km de Cuiabá), foi hospitalizado em estado grave após ser atingido na cabeça durante uma confusão ocorrida em um centro de treinamento militar na Ucrânia. O episódio aconteceu nesta semana durante uma atividade de reciclagem destinada a soldados que já atuaram na linha de frente do conflito.
Segundo relatos compartilhados por colegas, a confusão teria começado após uma discussão entre Arisson e uma instrutora responsável pelo treinamento. Durante o desentendimento, um homem identificado pelos militares como Alim, apontado como marido da instrutora, teria atingido o brasileiro na região da nuca com uma pedra.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que Arisson aparece desacordado no chão enquanto recebe os primeiros socorros de outros combatentes. Nas imagens, também é possível ver militares tentando impedir que colegas do brasileiro avançassem contra o suposto agressor.
O registro foi feito por um soldado brasileiro, que questiona o homem sobre a agressão e afirma que Arisson poderia ter morrido em razão da violência do golpe.
Após o episódio, combatentes brasileiros utilizaram as redes sociais para denunciar o ocorrido e cobrar providências. Segundo eles, a instrutora envolvida na discussão teria chegado à Ucrânia em 2024 e não teria participado de operações de combate, enquanto Arisson acumularia anos de experiência no conflito.
Os colegas afirmam que o mato-grossense está na Ucrânia há cerca de quatro anos e participou de diversas missões, recebendo condecorações por sua atuação. De acordo com esses relatos, ele teria se recusado a cumprir uma ordem considerada inadequada, o que teria provocado a discussão que antecedeu a agressão.
Nas gravações divulgadas após o caso, soldados também relatam que Arisson ficou desorientado após o ataque e não conseguia reconhecer pessoas nem compreender o que havia acontecido.
Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre o estado de saúde atualizado do brasileiro nem sobre eventuais medidas adotadas pelas autoridades militares responsáveis pelo treinamento.















