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18 de Setembro de 2026, 16h:06 - A | A

POLÍCIA / TENTATIVA DE HOMICÍDIO

Justiça mantém prisão domiciliar de policial penal indiciada por atirar em entregador em Cuiabá

Jorcenilma França Viegas foi indiciada por tentativa de homicídio qualificado após Carlos Filipe ser atingido por três tiros durante a devolução de um celular no CPA IV.

Reprodução

Policial atirou em entregador que devolvia celular.

Policial atirou em entregador que devolvia celular.

VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT



A policial penal Jorcenilma França Viegas, de 46 anos, continuará em prisão domiciliar e sendo monitorada por tornozeleira eletrônica após o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) negar um pedido liminar apresentado pela defesa. Ela foi indiciada por tentativa de homicídio qualificado no caso em que o entregador Carlos Filipe Magalhães Fernandes Fernando, de 34 anos, foi baleado durante a devolução de um celular, no bairro CPA IV, em Cuiabá.

A defesa da policial penal entrou com habeas corpus alegando excesso de prazo. Sustentou que a Polícia Civil concluiu o inquérito e encaminhou o procedimento ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas que a restrição à liberdade permanecia. Os advogados pediram a retirada imediata da prisão domiciliar ou, alternativamente, a substituição das restrições por outras medidas cautelares.

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro negou a liminar. Ele destacou que a defesa havia protocolado um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá, em 3 de setembro, mas a solicitação ainda não havia sido analisada pelo juízo de primeira instância. Para o magistrado, o TJMT não poderia decidir diretamente a questão antes dessa manifestação, sob risco de supressão de instância.

A decisão também aponta que não havia informações suficientes para saber se o Ministério Público havia solicitado novas diligências após a conclusão do inquérito. Por isso, o desembargador considerou que não era possível reconhecer, naquele momento, demora injustificada que justificasse a concessão da medida urgente.

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Relembre

O caso ocorreu na noite de 22 de julho deste ano. Carlos havia encontrado um celular pertencente à filha da policial penal e foi até o local combinado para devolver o aparelho. A versão registrada inicialmente no boletim de ocorrência apontava que o entregador teria exigido dinheiro pela devolução e, durante uma tentativa de prisão, reagido e tentado tomar a arma da agente.

Posteriormente, imagens de uma câmera de segurança apresentadas pela defesa do entregador mostraram outra dinâmica. Segundo o advogado Rodrigo Pouso, as gravações mostram Carlos entregando o celular e, na sequência, Jorcenilma sacando a arma e efetuando os disparos. Nas imagens, segundo a defesa, não é possível identificar uma tentativa do entregador de tomar a arma ou agredir a policial.

Carlos foi atingido por três tiros, sendo um na perna direita e dois nas costas. Um dos disparos atravessou o abdômen. Mesmo ferido, ele tentou deixar o local de motocicleta, mas caiu pouco depois. Conforme as informações apresentadas pela defesa, havia crianças na rua no momento dos disparos.

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