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Defesa sustenta que o motociclista atuava como mensageiro em um esquema de extorsão praticado contra a policial.
EDUARDA FERNANDES
DO REPÓRTERMT
O secretário estadual de Justiça, Valter Furtado Filho, afastou do cargo a policial penal Jorcenilma Franca Viegas, 46 anos, que foi presa no último dia 5. Ela é investigada por tentar matar o entregador Carlos Filipe Magalhães Fernandes, de 34 anos, em 22 de julho, no bairro CPA IV, em Cuiabá, no dia 22 do mês passado.
A portaria que determina o afastamento foi publicada no Diário Oficial do Estado (Iomat) que circulou nessa terça-feira (11) e tem vigência retroativa à data da prisão.
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A versão de Jorcelima é de que o caso teve início após a filha dela esquecer o telefone celular em um caixa eletrônico na capital. O aparelho teria sido localizado por Carlos Filipe, que entrou em contato com a família exigindo pagamento em dinheiro para devolver o eletrônico.
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Durante os contatos, o homem teria dito que integrava uma facção e que repassaria o dispositivo a terceiros caso a quantia solicitada não fosse entregue.
Eles combinaram o encontro em frente à residência da policial penal e, quando ele chegou, a servidora sacou a arma e efetuou disparos que o atingiram pelas costas.
Inicialmente, Jorcelima alegou ter agido em legítima defesa após o homem tentar tomar sua arma de fogo. Contudo, a análise das imagens de câmeras de segurança conduzida pela equipe policial desmentiu essa versão, deixando clara a ausência de agressão por parte de Carlos antes dos tiros. Carlos Filipe foi socorrido e encaminhado ao hospital.
Para o delegado Nilson Farias, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que cumpriu o mandado de prisão, não houve legítima defesa. "Nós representamos pela prisão dela e hoje demos cumprimento por homicídio tentado. Na imagem ficou claro que não teve uma legítima defesa. Agora as investigações continuam", declarou na ocasião da prisão de Jorcelima.
O advogado da agente, Marcio de Deus, segue sustentando que o motociclista atuava como mensageiro em um esquema de extorsão praticado contra a policial para a devolução de um aparelho celular.
O jurista chegou a apresentar um áudio, de um suposto um criminoso não identificado, que estaria ameaçando expor as informações contidas no aparelho celular e exigindo R$ 600 em espécie para não o vender por peças. O advogado reforça que a intervenção da servidora ocorreu para interromper a ação criminosa dentro de sua residência.
Veja o vídeo:














MARCOS DO CPA 12/08/2026
E QUE COM ESSA LIÇÃO TODOS OS QUE POSSUEM ARMAS DE FOGO SAIBA TER PREPARO PSICOLÓGICO E DEIXEM DE LOUCURAS.
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