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27 de Julho de 2026, 17h:53 - A | A

POLÍCIA / NO CPA IV

“Já abriram seu telefone e têm seus documentos”: Áudio revela suposta extorsão contra policial penal que atirou em entregador em Cuiabá

Defesa de servidora divulga gravação telefônica de chantagem com dados pessoais e alega que ação no CPA IV buscou cessar crime em andamento contra a família.

Reprodução

Carlos Filipe Magalhães Fernandes foi baleado pela policial penal Jorcenilma Franca Viegas na na última quarta-feira (22), no bairro CPA IV, em Cuiabá.

Carlos Filipe Magalhães Fernandes foi baleado pela policial penal Jorcenilma Franca Viegas na na última quarta-feira (22), no bairro CPA IV, em Cuiabá.

ANA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT



A defesa da policial penal Jorcenilma Franca Viegas, de 46 anos, divulgou uma gravação telefônica para rebater a tese de que a servidora teria baleado o entregador Carlos Filipe Magalhães Fernandes, de 34 anos, sem motivação na última quarta-feira (22), no bairro CPA IV, em Cuiabá. O advogado da agente, Marcio de Deus, sustenta que o motociclista atuava como mensageiro em um esquema de extorsão praticado contra a policial para a devolução de um aparelho celular.

A manifestação da defesa ocorre após a circulação de imagens de segurança que mostram o momento em que a servidora rende o motociclista na calçada, ordena que ele se deite e efetua os disparos. Segundo o advogado, o vídeo veiculado retrata apenas o desfecho de uma chantagem em andamento.

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No áudio apresentado por ele, um criminoso, não identificado, ameaçou expor as informações contidas no aparelho e exigiu R$ 600 em espécie para não vendê-lo por peças. Durante a gravação, o advogado Marcio de Deus reforça que a intervenção da servidora ocorreu para interromper a ação criminosa dentro de sua residência.

"A mídia divulgou tão somente o momento em que a policial penal defere alguns projéteis em direção ao entregador, contudo, a mídia esqueceu de publicar que a policial penal vinha sofrendo extorsão (...). Era uma situação de risco onde a policial penal trabalhou para que esse risco cessasse", declarou o defensor.

Conforme a tese da defesa, a chegada do entregador para recolher a quantia exigida sob ameaça de exposição de dados configurou o flagrante da extorsão, momento em que a servidora deu voz de prisão e efetuou os disparos. Após ser atingido, Carlos Filipe foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC).

A Polícia Civil do Estado de Mato Grosso investiga o caso para esclarecer as circunstâncias da abordagem, a autenticidade dos áudios e a eventual responsabilidade de ambos os envolvidos.

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Confira o áudio na íntegra:

"E outra coisa, aqui no telefone, vídeo, tem documento, tem um monte de coisa sua. Aqui os guri já abriu aqui, porque os guri têm acesso, eles têm o computador, eles têm o processo, tem o programa, tem tudo"

"Então o que acontece: poderia vender esse telefone seu, vender as peças dele. Você está entendendo? Seu telefone vale mais de R$ 1.000 de peça. Só que eu sou aqui, eu que estou na frente aqui, ó, eu que estou na frente e eu falei que não vai vender."

"Porque trabalhador... primeiro, trabalhador custa caro para comprar um telefone desse. A gurizada aqui tem tudo, o iPhone... e dizer também, sabe que... como que é difícil conseguir quem trabalha, entendeu? Então não está aqui para atrapalhar o trabalhador, tá ok?"

"Eu vou mandar um motoqueiro só e ele vai pegar... vai pegar o dinheiro com você e aí ele vai entregar o celular para você. Beleza? Perfeito então."

"Ele sem demora, coisa rápida. Pegou o dinheiro, saiu. Tá ok? Beleza? Os guri vai ficar olhando de longe, tá bom? Porque ninguém quer passar a perna em ninguém. Eles não quer passar a perna em você e o guri também, ele só vai receber o dinheiro e vai sair fora."

"Beleza?Tá bom, o guri vai passar, vai deixar o telefone com você, deixa o dinheiro na mão dele. Vida que segue, hein! Ok? Tá bom, beleza. Então tá bom."

"Quando ele estiver aí perto, ele dá um toque no telefone, beleza? Então tá, morreu as pontas aqui, não vou mais falar com a senhora. Tá bom? Não vou mais falar com a senhora. Ok, beleza. Então tá bom."

Veja vídeos:

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Lucivaldo 13/08/2026

Analisando a grosso modo, parece que houve excesso por parte da policial penal.

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Biririco 27/07/2026

A perícia trará luz a verdade, se a voz e da vítima ou não. Será que houve exesso? Uma vez que o motoqueiro não tinha qqr arma na mão?

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2 comentários