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28 de Outubro de 2026

25 de Agosto de 2026, 16h:44 - A | A

POLÍTICA / OPERAÇÃO MANDATO ESPÚRIO

PSDB vai analisar denúncias contra candidato a deputado alvo de operação

Presidente do PSDB em Mato Grosso, deputado Carlos Avalone, comenta operação contra suplente de deputado investigado por desvios em instituto do agro

ALMT

Hugo Garcia é candidato a deputado estadual pela Federação PSDB/Cidadania

Hugo Garcia é candidato a deputado estadual pela Federação PSDB/Cidadania

ANA ADÉLIA JÁCOMO
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT



O presidente do PSDB em Mato Grosso, deputado estadual Carlos Avallone, comentou hoje (25) i fato de o fato de o suplente de deputado estadual e candidato, Hugo Garcia, ter sido alvo da Operação Mandato Espúrio, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso. A declaração foi dada após a investigação aberta contra Hugo por supostos desvios superiores a R$ 1 milhão no Imafir-MT (Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação).

Avallone confirmou que o caso será submetido à Executiva da sigla. "Eu recebi a informação agora de manhã sobre a operação. Estou aguardando para conversar com o deputado Hugo Garcia, estou consultando a Executiva e os pré-candidatos, e deveremos emitir uma nota talvez nos próximos horas ou próximos dias a esse respeito", declarou.

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Avallone disse que o desgaste gerado por investigações criminais exige respostas firmes, mas ponderou que a legenda adotará cautela jurídica para ouvir o investigado antes de oficializar qualquer punição, sem comentar risco de expulsão da sigla.

"Vamos aguardar para ver exatamente o que é a operação e ouvir também o deputado estadual Hugo Garcia para ele colocar a sua posição. Eu não sei nem se ele pode ser, se ele não pode ser. Então, juridicamente, eu vou conversar com os advogados para entender e vou conversar com ele primeiro, todo mundo tem direito de defesa", pontuou Avallone.

A operação

Deflagrada na manhã desta terça-feira (25) pela Derf (Delegacia Especializada de Roubos e Furtos) de Cuiabá, com ordens emitidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias – Polo Cuiabá, a operação apura crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica na administração do Imafir-MT. Os principais alvos são o ex-presidente do instituto e suplente de deputado Hugo Garcia, além do ex-diretor executivo Afrânio Migliari.

Reprodução

Hugo Garcia e Afrânio Migliari

Hugo e Afrânio são investigados pela suposta prática dos crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica.

De acordo com as investigações da PJC-MT, o inquérito apura movimentações financeiras irregulares e atos de gestão ocorridos durante um período de intensa disputa legal e controvérsia acerca da representação legal da entidade. As autoridades apontam que as transações suspeitas ultrapassam R$ 1 milhão, realizadas apesar de acordos homologados e decisões judiciais que impediam os investigados de reassumir a presidência e praticar atos de gestão.

Entre os repasses identificados pela polícia, destaca-se uma transferência de quase R$ 774 mil destinada a uma conta pessoal e a uma empresa pertencente ao ex-diretor executivo Afrânio Migliari, além de outro repasse de R$ 270 mil direcionado a um escritório de advocacia.

Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar cumpridos contra Hugo Garcia e Afrânio Migliari, a Justiça determinou o bloqueio judicial de contas bancárias e a suspensão imediata de todos os perfis de acesso, tokens, assinaturas eletrônicas e credenciais utilizadas para movimentar as finanças da entidade, incluindo a chamada Chave J.

O Imafir-MT figura como vítima, teve os acessos bancários suspensos e colabora com a apuração policial para esclarecer as autorizações de pagamentos, alterações estatutárias e a destinação final dos recursos.

Veja o vídeo:

NOTA À IMPRENSA

Em atenção às matérias amplamente divulgadas na imprensa, o candidato a deputado estadual Hugo Henrique Garcia vem a público esclarecer que, na condição de então presidente do IMAFIR, associação de direito privado, mantida com recursos privados, ao contrário do que se divulgou, limitou-se a autorizar pagamentos a prestadores de serviços regularmente contratados pela entidade, com a devida documentação fiscal correspondente.

Os serviços foram prestados e os pagamentos tiveram amparo contratual, não havendo qualquer ilicitude nas ordens de pagamento.

Como se extrai da própria investigação, nenhuma das transferências apuradas teve Hugo como destinatário, ao contrário do indevidamente divulgado na imprensa.

O episódio amplamente divulgado se insere, como o próprio inquérito reconhece, em um contexto de disputa interna pela representação legal do instituto, matéria de natureza eminentemente cível.

Ao que tudo indica, os adversários de Hugo se valem indevidamente da seara criminal para resolver questão que deveria ser dirimida no âmbito cível.

Hugo confia na atuação das autoridades e reafirma que colaborará com o esclarecimento integral dos fatos, certo de que a apuração confirmará a regularidade de sua conduta.

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