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27 de Outubro de 2026

27 de Outubro de 2026, 16h:44 - A | A

POLÍTICA / BAIXARIA NA CASA DO TERROR

“Você é um moleque, mentiroso”: vereadores batem-boca e trocam ofensas na Câmara de Várzea Grande

Desacordo sobre tramitação de matérias da gestão Flávia Moretti (PL) na CCJ descamba para troca de xingamentos na tribuna.

Reprodução

Vereadores trocam ofensas na tribuna da Câmara de Várzea Grande durante debate sobre projetos de lei da prefeitura

Vereadores trocam ofensas na tribuna da Câmara de Várzea Grande durante debate sobre projetos de lei da prefeitura

ANA ADÉLIA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT



A sessão da Câmara Municipal de Várzea Grande realizada hoje (27) foi marcada por um bate-boca dentro do plenário. A discussão começou quando o líder da prefeita Flávia Moretti (PL), vereador Bruno Rios (PL), cobrou rapidez da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na análise de projetos encaminhados pelo Executivo. A cobrança provocou reação imediata dos parlamentares Gisa Barros (Podemos) e Alessandro Moreira (MDB), descambando para ofensas pessoais na tribuna.

O estopim para o desentendimento ocorreu no momento em que Bruno Rios usou a palavra para acusar a comissão de reter as propostas encaminhadas pela prefeitura sem emitir parecer favorável ou contrário.

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"A CCJ está para emitir parecer, não pra corrigir o projeto. Coloca no papel o que está errado, assina o nome, tenha coragem de assinar o que fala. O problema é que fica segurando o processo sem emitir parecer nem favorável nem desfavorável e tentando ganhar tempo. Coloca no papel e tenha coragem e hombridade de assinar", disparou Bruno Rios.

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A reação de Gisa Barros foi imediata. A vereadora subiu o tom contra o colega e acusou o governista de adotar uma postura midiática para ludibriar a população sobre o trabalho técnico da comissão.

"Bruno, você é um moleque, mentiroso, e tem essa fama na cidade. Aqui não tem ninguém que usa falácia não. Aqui tem projeto que nem sequer matrícula tem, você sabe disso. E tem o costume de vir fazer show aqui nessa tribuna e sair correndo igual um moleque", rebateu Gisa.

A parlamentar ressaltou que a comissão constatou irregularidades em propostas enviadas pelo Executivo, incluindo a ausência de documentação obrigatória. Segundo Gisa, cabe ao colegiado sanar essas inconsistências antes de enviar os projetos ao plenário. Ela ainda relembrou que, quando Bruno conduziu a CCJ, deixou pendentes mais de duas dezenas de matérias.

O vereador Alessandro Moreira também se juntou para ir contra o líder da prefeita, afirmando que a análise rigorosa visa evitar a aprovação de textos com vícios jurídicos. Moreira acusou Bruno de levar informações distorcidas aos bastidores do Paço Municipal e o classificou como "fofoqueiro" e "desagregador".

Enquanto a troca de acusações esquentava os debates no plenário, a Operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) continua.

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As investigações apuram um suposto esquema de pagamento de "mensalinho" no valor de R$ 10 mil e compra de votos para manter Wanderley Cerqueira (MDB) na presidência, envolvendo também propina no Departamento de Água e Esgoto (DAE-VG). 

Veja o vídeo:

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