Karine Arruda/ Repórter MT

Presidente do PL em MT, Ananias Filho prevê tempos sombrios para a direita
MÁRCIA MATOS
DO REPÓRTERMT
O presidente estadual do Partido Liberal (PL), Ananias Filho, prevê uma “caça às bruxas” contra lideranças da direita após a reeleição do presidente Lula (PT). Para ele, isso já começou a acontecer minutos após a vitória do petista, quando o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, determinou a apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), sete minutos após o resultado das eleições.
Em entrevista ao RepórterMT, nesta hoje (27), Ananias alertou que a próxima ofensiva contra Flávio possa ser um pedido de prisão. “Eu não duvido nada de ele ter sua prisão decretada antes mesmo de seu mandato de senador acabar, no fim de janeiro do ano que vem”, explicou.
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O presidente do PL lembrou o caso de 8 de janeiro de 2023, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a prisão, a apreensão de passaportes e o bloqueio de contas bancárias de lideranças da direita que sequer estavam em Brasília no momento da invasão às sedes dos Três Poderes, como aconteceu com a segunda suplente de senadora Rosana Martinelli (PL-MT). Ela só teve o passaporte liberado pela Polícia Federal e as contas bancárias desbloqueadas após assumir o mandato de senadora, em 2024.
“Certamente, não vamos ter sossego com essa esquerda no poder. Por isso, temos que nos unir e aproveitar que elegemos a maioria no Congresso Nacional para nos fortalecermos”, destacou Ananias.
POSSÍVEL RISCO DE FUGA
Nesta segunda-feira (26), o senador Flávio Bolsonaro publicou um vídeo em suas redes sociais no qual afirmou que, após visitar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi abordado por uma equipe da Polícia Federal (PF), que reteve seus passaportes.
Flávio negou ter planejado sair do Brasil. Apesar disso, a PF investiga uma possível saída do senador do país hoje. A imprensa internacional divulgou informações sobre uma viagem na qual ele teria passado pela Argentina, com destino final nos Estados Unidos. Contudo, aliados, como o senador Rogério Marinho, negaram a viagem.
APREENSÃO DE PASSAPORTE
A PF solicitou ao STF a apreensão dos passaportes de Flávio Bolsonaro com base em dois argumentos principais. O primeiro foi uma declaração de seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos. Em uma entrevista, Eduardo teria mencionado que o irmão precisaria ir ao país caso perdesse as eleições.
O segundo argumento seria o fato de Flávio estar listado como “usuário master” de uma conta da Alcazar Holding, empresa mantida por seu advogado, Willer Tomaz, na Ilha da Madeira, em Portugal.






















