Reprodução/Montagem Repórter MT

Senador classificou a determinação atribuída a Moraes como tentativa de intimidação política.
DO REPÓRTERMT
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou ter sido intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes e informado de que estaria proibido de deixar o Brasil, após a derrota na eleição presidencial. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar atribuiu a determinação ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e classificou a medida como uma tentativa de intimidação política.
Segundo Flávio, a abordagem ocorreu quando ele saía de uma visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. O senador afirmou que a decisão teria sido fundamentada em uma declaração de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, feita em 23 de outubro. “Eu fui intimado a entregar os meus passaportes e também estou proibido de deixar o país”, relatou.
>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!
Flávio questionou a medida e afirmou que nunca manifestou intenção de sair do Brasil após uma eventual derrota eleitoral. “Eu nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar”, declarou.
O parlamentar também afirmou que a decisão teria sido tomada na noite de domingo, após a divulgação do resultado eleitoral, e classificou a medida como perseguição política.
“Isso é um sinal que a nossa democracia faliu. Foi uma decisão tomada conforme o resultado da eleição. Uma questão política, não pode ser assim”, disse.
PEDIDO DE CASSAÇÃO DA CHAPA DE LULA
Além de questionar a determinação judicial, Flávio Bolsonaro anunciou que pretende pedir a cassação da chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O parlamentar acusou o adversário de abuso de poder político e econômico, questionou decisões judiciais tomadas durante o processo eleitoral e afirmou que será responsável por organizar a oposição ao governo no Congresso Nacional.
Flávio agradeceu aos quase 60 milhões de brasileiros que, segundo ele, apoiaram sua candidatura. O senador afirmou que realizou uma campanha baseada em propostas e destacou o contato com eleitores de diferentes regiões do país.
“Eu fiz uma campanha limpa, propositiva. Cada vez que a gente estava junto nas ruas com aquele mar de gente de verde e amarelo me dava ainda mais força para seguir lutando pelo nosso Brasil”, declarou.
O parlamentar também levantou suspeitas sobre uma decisão judicial que, conforme seu relato, teria prorrogado a votação até as 19h no domingo da eleição. Flávio afirmou que a medida foi tomada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), após provocação do PT, e cobrou esclarecimentos sobre os possíveis efeitos no resultado.
“O que aconteceu nesse intervalo de tempo, ninguém consegue entender. Isso precisa ser esclarecido. Ninguém sabe exatamente o impacto disso”, afirmou.
O senador também acusou Lula de utilizar recursos públicos para favorecer sua candidatura. Segundo Flávio, o governo teria destinado recursos a medidas que, em sua avaliação, influenciaram a disputa eleitoral.
“O Lula injetou quase meio trilhão de reais de dinheiro público para fazer a maior compra de votos da história das eleições no Brasil”, acusou.
Flávio defendeu ainda o fim da possibilidade de reeleição para presidente da República, argumentando que o mecanismo favorece quem já ocupa o cargo e permite o uso da estrutura governamental durante a campanha. “O que ele fez foi um abuso do poder político e econômico sem precedentes, um total desequilíbrio na disputa eleitoral”, declarou.
Diante das acusações, o senador anunciou que pretende recorrer à Justiça Eleitoral para solicitar a cassação da chapa vencedora.
“Eu vou pedir sim a cassação da chapa do Lula por todos os abusos que ele cometeu. A lei tem que valer para todo mundo, a competição tem que ser justa”, disse.
OPOSIÇÃO NO CONGRESSO
Apesar da derrota, Flávio Bolsonaro afirmou que pretende continuar atuando politicamente e organizar uma frente de oposição ao governo Lula no Congresso Nacional.
Segundo o senador, os resultados das eleições legislativas garantiram uma posição favorável aos parlamentares alinhados à direita na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.
“Eu vou reunir os deputados, senadores eleitos, para organizar a nossa estratégia e fazer da Câmara e do Senado a nossa fortaleza contra a barbárie que já está desenhada para acontecer com mais quatro anos de Lula”, afirmou.
Ao encerrar a gravação, o senador afirmou que não pretende abandonar a atuação política e convocou seus apoiadores a permanecerem mobilizados.
“Não vão me calar, não vão me intimidar. Bora levantar a cabeça e continuar lutando pelo nosso Brasil, aconteça o que acontecer. Não vamos desistir do nosso Brasil”, concluiu.
Veja vídeo
Leia mais - Trump questiona vitória de Lula: “Pareceu mais uma eleição fraudada”






















