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25 de Junho de 2026, 20h:40 - A | A

POLÍTICA / CHAPA QUENTE

Pivetta diz que Wellington é desprezível e tem história cabulosa: "Nunca geriu nem orçamento doméstico"

Governador de Mato Grosso eleva o tom contra senador do PL, questiona sua atuação profissional na vida pública e acusa de fazer a "política da paralisia".

RepórterMT

Pivetta questionou a carreira política de Wellington

Pivetta questionou a carreira política de Wellington

ANA JÁCOMO
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT



O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) fez duras críticas hoje (25) contra o senador Wellington Fagundes (PL), seu principal adversário na disputa pelo Governo do Estado nas eleições de outubro. Pivetta afirmou que Fagundes é "desprezível" não possui capacidade de gestão prática. Ele também classificou a trajetória política do senador do PL como "cabulosa".

O chefe do Executivo desafiou o oponente a apresentar resultados administrativos e questionou a atuação de carreira dele no parlamento.

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"Desprezível, mas eu vou falar. Ele nunca teve uma experiência de fazer gestão, sequer de orçamento doméstico. Nós conhecemos ele na política como deputado, e veio até aqui nessa profissão. Se é que isso é uma profissão", provocou o governador durante entrevista coletiva.

Para Pivetta, o exercício da representação política deve estar condicionado à entrega de serviços públicos. "A vida pública para mim é servir. No caso dele, tem muito mais coisa que todo mundo sabe; a história dele é cabulosa. Quem não sabe fazer bons negócios para si, obviamente não saberá fazer para a sociedade", disparou.

 

Durante a entrevista, Pivetta minimizou as pesquisas de intenção de voto que colocam o senador Wellington na liderança e contrastou o seu estilo de gestão com a postura do adversário político. Segundo o chefe do Executivo, ele representa o "fazimento", enquanto Fagundes personificaria a "paralisia".

Racha no PL

A fala mais ácida de Pivetta ocorreu ao ser questionado sobre o fato de receber apoios públicos de prefeitos filiados ao PL, como Cláudio Ferreira (Rondonópolis) e Edilson Piaia (Campo Novo do Parecis), mesmo a sigla possuindo a pré-candidatura consolidada de Wellington Fagundes.

Devolvendo a pergunta à imprensa, o governador sugeriu que a falta de apoio interno ao senador escancara fragilidades na articulação do adversário.

"Eu pergunto para vocês, porque vocês querem puxar a minha língua, querem que eu fale a verdade. O que eu acho que é verdade? Por que será? Qual político do Republicanos não nos apoia no estado? Então, as causas disso, eu sou curioso para saber. Por que as pessoas não apoiam ele?".

Pressão nacional e o tabuleiro de xadrez em Mato Grosso

A debandada dessa lideranças do PL ocorre em um momento em que a própria sobrevivência da candidatura de Wellington Fagundes está em jogo devido a articulações nacionais. O Republicanos, partido do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas e do próprio Pivetta, avançou nas tratativas para dar sustentação à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto.

O partido de Tarcísio, que é o mesmo de Pivetta, exige que o PL abra mão de cabeças de chapa em estados estratégicos para fechar a aliança, colocando Mato Grosso no centro desse tabuleiro de xadrez.

A exigência nacional do Republicanos consiste justamente em fazer o PL recuar da candidatura de Wellington Fagundes para dar palanque unificado à reeleição de Otaviano Pivetta, que assumiu o Palácio Paiaguás após a desincompatibilização de Mauro Mendes (União Brasil) para disputar o Senado.

Essa composição nacional visa assegurar a Pivetta o apoio em massa da direita tradicional e do agronegócio, evitando a fragmentação de votos.

 Veja o vídeo:

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