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Cuiabá, 25 de Junho de 2026
25 de Junho de 2026

25 de Junho de 2026, 16h:40 - A | A

POLÍTICA / RACHA NA DIREITA

Prefeito de Campo Novo do Parecis é o segundo do PL a isolar Wellington e fechar com Otaviano Pivetta

Edilson Piaia segue os passos de Cláudio Ferreira, de Rondonópolis, e amplia racha interno no PL.

ANA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT



O isolamento da pré-candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso exibe um racha interno dentro do PL. O prefeito de Campo Novo do Parecis, Edilson Piaia (PL), gravou um vídeo em que declara apoio ao projeto de reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Com o gesto, Piaia se torna o segundo gestor da sigla liberal a quebrar as diretrizes partidárias em menos de uma semana para caminhar com a oposição.

Dias antes, o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), já havia inaugurado a debandada ao anunciar publicamente sua adesão a Pivetta durante um ato oficial. Ao justificar a decisão, Edilson Piaia enalteceu o perfil municipalista do atual chefe do Executivo estadual.

Quero agradecer o apoio do governador Pivetta e do ex-governador Mauro Mendes a Campo Novo do Parecis. O município recebeu mais de R$ 116 milhões em investimentos do Governo do Estado, por meio de uma gestão que se preocupa muito com saúde, educação e com o desenvolvimento dos municípios”, afirmou o prefeito.

Pressão nacional e o tabuleiro de xadrez em Mato Grosso

A debandada dessa lideranças do PL ocorre em um momento em que a própria sobrevivência da candidatura de Wellington Fagundes está em jogo devido a articulações nacionais. O Republicanos, partido do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas e do próprio Pivetta, avançou nas tratativas para dar sustentação à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto.

No entanto, conforme apurado pela coluna do jornalista Igor Gadelha, do portal Metrópoles, o partido de Tarcísio exige que o PL abra mão de cabeças de chapa em estados estratégicos para fechar a aliança, colocando Mato Grosso no centro desse tabuleiro de xadrez.

A exigência nacional do Republicanos consiste justamente em fazer o PL recuar da candidatura de Wellington Fagundes para dar palanque unificado à reeleição de Otaviano Pivetta, que assumiu o Palácio Paiaguás após a desincompatibilização de Mauro Mendes (União Brasil) para disputar o Senado.

Essa composição nacional visa assegurar a Pivetta o apoio em massa da direita tradicional e do agronegócio, evitando a fragmentação de votos.

Mendes vê "nocaute" e minimiza fidelidade partidária

O racha no PL local foi comentado pelo ex-governador e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes. Durante o lançamento oficial de sua própria pré-campanha nesta semana, Mendes analisou os impactos da perda de apoio sofrida por Wellington Fagundes, especialmente em Rondonópolis, que é o berço político e principal reduto eleitoral do senador.

Sem meias palavras, Mendes classificou a movimentação de Cláudio Ferreira como um revés severo para o correligionário. "Vejo como um ponto positivo para o Pivetta e um ponto negativo para o Wellington, porque lá é a cidade dele, a cidade que ele começou a sua trajetória política", disparou Mendes.

Como prefeitos detêm mandato majoritário, a legislação eleitoral permite o posicionamento político sem o risco de perda de cargo por infidelidade, o que confere aos gestores do interior maior autonomia para ignorar as diretrizes da executiva e negociar diretamente com quem comanda a máquina estadual.

Veja o vídeo:

 

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