ANA CRISTINA VIEIRA
DO REPÓRTERMT
As terapias regenerativas têm ganhado espaço na medicina esportiva e no tratamento de lesões ortopédicas. Utilizadas frequentemente no ambiente de grandes clubes de futebol para acelerar a recuperação de atletas de alta performance, essas técnicas passam a integrar as opções de pacientes com patologias crônicas ou lesões musculares. Em entrevista ao #reportemt, o médico ortopedista André Felipe Moura explicou sobre o conjunto de procedimentos, que podem ser alternativas ao modelo cirúrgico convencional, e citou a utilização das terapias regenerativas pelo jogador da Seleção Brasileira, Neymar.
"O mais marcante para mim foi a lesão do pé, que ele fez o uso de PRP [Plasma Rico em Plaquetas] e onda de choque para acelerar aquela cicatrização. E outros jogadores, muitos fazem. Hoje a terapia regenerativa está dentro dos clubes, dos grandes clubes", destacou.
O médico elencou algumas patologias que são tratadas pela terapia regenerativa.
"São muitas patologias que a gente consegue tratar esses pacientes com dor, então você pega um paciente com desgaste que é artrose no começo, um estágio inicial a moderado, as tendinopatias, as dores musculares, as síndromes miofaciais, que a gente chama, que são dores musculares, as lesões esportivas, são pacientes que a gente consegue tratar inicialmente sem um tratamento cirúrgico e fugindo um pouco mais do tradicional", afirma Moura.
Entre os procedimentos descritos pelo médico, o Plasma Rico em Plaquetas (PRP) destaca-se pelo uso do próprio sangue do paciente, coletado de forma periférica e processado em centrífuga para isolar as plaquetas. Ao ser injetado na região lesionada, o PRP atua por meio de sinalização celular.
"O que que essas plaquetas fazem? Ela faz uma sinalização para trazerem células que tem a capacidade de cicatrização", diz.
O mecanismo assemelha-se ao do Aspirado de Medula Óssea (BMA), técnica em que células são extraídas da bacia. Técnicas antes restritas a áreas como a dermatologia e a cirurgia plástica também começam a migrar para a ortopedia. É o caso do nanofat (procedimento derivado da gordura do paciente) e dos exossomos (vesículas extraídas das plaquetas). Segundo o ortopedista, o uso dessas substâncias na saúde musculoesquelética tem sido amparado por um volume crescente de pesquisas científicas nacionais e internacionais.
Veja vídeo:
Veja entrevista na íntegra:














