facebook-icon-color.png instagram-icon-color.png youtube-icon-color.png tiktok-icon-color.png
Cuiabá, 25 de Junho de 2026
25 de Junho de 2026

25 de Junho de 2026, 14h:44 - A | A

POLÍTICA / BASTIDORES DO PODER

Republicanos exige recuo de Wellington Fagundes em MT para fechar aliança nacional com Flávio Bolsonaro

Sigla do governador Tarcísio de Freitas condiciona apoio à candidatura presidencial do PL à sustentação da reeleição de Otaviano Pivetta ao Palácio Paiaguás e ao comando de outros três estados.

ANA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT



As negociações de bastidores para a corrida presidencial ganharam um novo componente que impacta diretamente o cenário político de Mato Grosso. O Republicanos, partido do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, avançou nas tratativas para dar sustentação à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto.

No entanto, para chancelar a aliança nacional, a legenda exige que o PL abra mão de cabeças de chapa em estados estratégicos, colocando o Palácio Paiaguás no centro do tabuleiro.

Segundo informações apuradas pela coluna do jornalista Igor Gadelha, do portal Metrópoles, o Republicanos cobra o apoio da sigla liberal a candidatos seus ao governo em pelo menos quatro unidades da federação: Minas Gerais, Espírito Santo, Acre e Mato Grosso.

No contexto mato-grossense, a exigência do partido de Tarcísio consiste em fazer o PL recuar da pré-candidatura ao governo do senador Wellington Fagundes (PL-MT) para caminhar junto ao projeto de reeleição do atual governador do estado, Otaviano Pivetta (Republicanos), que assumiu o comando do Executivo após a desincompatibilização de Mauro Mendes (União Brasil) para disputar o Senado.

Essa composição nacional mexe no desenho eleitoral, onde Wellington Fagundes tem reafirmado o projeto majoritário próprio do PL e liderado as pesquisas de intenção de voto no estado, conforme os levantamentos mais recentes do instituto Real Time Big Data. O recuo pretendido pelo Republicanos visa assegurar a Pivetta o palanque unificado da direita tradicional e dos setores ligados ao agronegócio, evitando a fragmentação de votos que hoje coloca o atual governador na segunda posição dos cenários estimulados.

Além do impasse em Mato Grosso, o Republicanos impõe condições rígidas no restante do país para consolidar o apoio a Flávio Bolsonaro. O caso classificado como mais emblemático ocorre em Minas Gerais, onde a legenda exige o apoio do PL à candidatura do senador Cleitinho ao governo mineiro, embora os liberais flertem com a sustentação à reeleição de Matheus Simões (PSD).

No Espírito Santo, a exigência é o suporte ao ex-prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, enquanto no Acre a legenda quer o aval para a candidatura do senador Alan Rick ao cargo de governador.

 

Comente esta notícia