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29 de Julho de 2026, 18h:20 - A | A

POLÍTICA / CLIMA DE TENSÃO

Pivetta diz que não foi convidado para convenção do União e mantém definição de vice para dia 4

Governador declarou que aguarda desfecho da definição partidária sem ansiedade e reforçou que escolha de vice só ocorre no dia 4.

RepórterMT/Karine Arruda

Pivetta diz não ter recebido convite para convenção do União, mas afirma estar tranquilo

Pivetta diz não ter recebido convite para convenção do União, mas afirma estar tranquilo

ANA JÁCOMO
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT



O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou que não recebeu convite até o momento para acompanhar a convenção do União Brasil, agendada para esta quinta-feira (30), na sede da CDL em Cuiabá. Questionado sobre as articulações para a composição da chapa majoritária ao Governo do Estado, ele afirmou que acompanha o processo com tranquilidade e que aceitará a decisão que for tomada pelo União.

O ato ocorre em meio a divergências públicas na cúpula partidária. Enquanto o ex-governador e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União), que é presidente regional do União, defende o apoio à candidatura de Pivetta, o deputado estadual Júlio Campos (União) levantou até acusações sobre suposta compra de votos de convencionais para bancar apoio ao governador. 

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A declaração expõs ainda mais a fratura aberta no União Brasil entre a ala de Mauro Mendes, que defende a aliança irrestrita com Pivetta na corrida ao governo, e o grupo dos irmãos Jayme Campos (que busca os votos na convenção para se lançar candidato ao Governo) e Júlio Campos.

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Ao comentar a realização da convenção, Pivetta declarou que sua presença depende de convite formal, mas enfatizou que está sereno em relação ao andamento das conversas políticas.

"Se for convidado eu vou, até agora não fui ainda. Pode ser que tenha chegado o convite e eu não tenha conhecimento. Mas estou tranquilo, dormindo bem. Ser governador de Mato Grosso é muita honra e responsabilidade. Os resultados que saírem da convenção nós vamos aceitar, porque a democracia é isso: quando não tem entendimento consensual, vai para o voto", afirmou o governador.

Pivetta evitou interferir no debate interno do União Brasil e manteve a data de 4 de agosto como prazo final para a definição do nome que ocupará a vaga de vice em sua chapa.

A definição da vice-governadoria também envolve negociações com outros partidos da base aliada, como o MDB, presidiado pela deputada estadual Janaina Riva, e nomes do próprio União Brasil, a exemplo do deputado federal Fábio Garcia.

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O governador reforçou que tem dialogado com as lideranças partidárias e reiterou que a indicação para a vaga considerará viabilidade eleitoral e critérios técnicos, reafirmando que não haverá loteamento de secretarias em troca de apoio.

"A composição sempre leva em conta, de preferência, alguém que some eleitoralmente. Eu nunca escondi a minha preferência por uma mulher da Baixada Cuiabana. Mas não pode ser negociação de entregar pedaços do Estado ou fatiar secretarias. Se os partidos sugerirem nomes, terão que ser pessoas de reconhecida competência técnica", pontuou Pivetta.

Veja o vídeo:

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