CS Mobi

As novas vagas estão localizadas no bairro Jardim Mariana e abrangem trechos da Rua Adel Maluf, da Avenida Miguel Sutil, da Rua Cinco e o entorno da Praça Miguel Maluf.
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT
A CS Mobi vai começar a cobrar pelo estacionamento rotativo em 106 vagas na região do Hospital Santa Rosa, em Cuiabá, a partir de segunda-feira (9). A ampliação ocorre em meio à polêmica envolvendo o contrato da empresa com a Prefeitura na época do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD). O documento, inclusive, teve a anulação recomendada por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada na Câmara Municipal.
As novas vagas estão localizadas no bairro Jardim Mariana e abrangem trechos da Rua Adel Maluf, da Avenida Miguel Sutil, da Rua Cinco e o entorno da Praça Miguel Maluf. A região concentra hospitais, clínicas e consultórios médicos.
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Segundo a CS Mobi, a ampliação foi definida em conjunto com a Prefeitura de Cuiabá e tem como objetivo organizar o estacionamento em uma área de grande circulação de veículos e pessoas. O gerente-geral da empresa, Alan Guedes, afirmou que a cobrança busca aumentar a rotatividade das vagas.
“Nosso objetivo é contribuir para uma melhor organização do espaço urbano, garantindo que mais pessoas tenham a oportunidade de estacionar próximo aos locais que precisam acessar. A rotatividade permite um uso mais democrático das vagas, especialmente em regiões de grande demanda”, declarou.
Karine Arruda/RepórterMT

CPI na Câmara
A expansão da cobrança do rotativo ocorre dias depois de a CPI da CS Mobi, presidida pelo vereador Tenente-Coronel Dias (Cidadania), concluir um relatório que recomenda a anulação do contrato firmado entre a empresa e a Prefeitura de Cuiabá.
A comissão identificou 40 irregularidades no processo de concessão, sendo 12 com indícios de possíveis crimes. Entre os problemas apontados estão falhas na elaboração dos estudos técnicos, ausência de documentos e questionamentos sobre as condições financeiras assumidas pelo município.
O contrato foi assinado em dezembro de 2022, durante a gestão de Emanuel Pinheiro (PSD), e tem duração de 30 anos. O acordo, estimado originalmente em R$ 654,9 milhões, envolve a exploração do estacionamento rotativo, obras de revitalização no Centro da Capital e serviços relacionados ao Mercado Municipal Miguel Sutil.
O relatório da CPI será encaminhado ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e ao Poder Judiciário. Caso a anulação do contrato não seja possível, a comissão pretende buscar o ressarcimento de valores por parte da concessionária.
Em manifestação anterior, a CS Mobi afirmou que suas atividades seguem os princípios da legalidade, ética e transparência, e que mantém disposição para prestar esclarecimentos ao Legislativo.
Karine Arruda/ Repórter MT

Contrato indestrutível
Conforme noticiado anteriormente pelo
, o prefeito Abilio Brunini (PL) já criticou a concessão firmada na gestão de Emanuel Pinheiro e afirmou que não consegue impedir os reajustes do estacionamento rotativo por causa das cláusulas contratuais e de decisões judiciais.
“Eles conseguiram na Justiça, gente, eu não tenho como fazer. É um contrato de 30 anos, eu já tentei todas as coisas que posso. Tem uma CPI lá na Câmara que vai tentar mais algumas alternativas”, declarou.
Abilio também afirmou que o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) foi oferecido como garantia do contrato e que a Prefeitura enfrenta bloqueios relacionados à disputa judicial.
O prefeito já havia defendido a retirada da cobrança de estacionamento em áreas residenciais e em ruas próximas a hospitais. Apesar disso, a CS Mobi anunciou agora a ampliação do sistema justamente em uma região de atendimento hospitalar.
Atualmente, a concessionária administra mais de 3 mil vagas do estacionamento rotativo Cidade Verde em Cuiabá.












