DO REPÓRTERMT
O senador eleito, deputado federal José Medeiros (PL) afirmou que a primeira missão dos senadores da direita será eleger o colega Rogério Marinho (PL) presidente do Senado Federal para o biênio 2027/2028. Segundo ele, a vitória do parlamentar permitirá um maior equilíbrio entre os Poderes da República e limitará a influência do presidente Lula (PT) nas decisões do Congresso Nacional.
As declarações foram dadas durante entrevista à Rádio Auriverde, nesta semana. Na avaliação de Medeiros, a eventual derrota de Davi Alcolumbre (UB) na disputa pela reeleição representaria uma mudança na condução política do Senado, especialmente em relação às pautas de interesse da direita. Já que o presidente tem a prerrogativa de colocar os projetos de lei para serem votados em plenário.
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Além disso, Medeiros demonstrou preocupação com a possibilidade de Lula indicar mais quatro ministros ao Supremo Tribunal Federal (STF). Para ele, a composição da Corte e a atuação de seus integrantes reforçam a necessidade de a direita conquistar o comando do Senado.
O senador eleito também descartou qualquer possibilidade de um dos 19 novos senadores eleitos pelo PL apoiarem Alcolumbre. Segundo ele, os parlamentares fizeram campanha eleitoral nestas eleições com um posicionamento contrário aos excessos das atuações dos ministros do STF Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Flávio Dino.
O deputado também destacou que os argumentos utilizados por Alcolumbre para conquistar votos não terão o mesmo efeito da eleição anterior da Mesa Diretora. Para ele, os novos parlamentares não estariam dispostos a trocar apoio político por liberação de emendas parlamentares.
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“A flauta do senador Davi já encantou muito. Dessa vez não vai encantar tanto. Porque esses senadores não são tão sensíveis com o chamado ‘trombeta’ das emendas parlamentares, que geralmente são utilizadas para esse tipo de abordagem”, afirmou.
Em seguida, Medeiros disse que já percebe uma movimentação entre os parlamentares em torno da candidatura de Marinho. Ele explicou que a liderança do senador do PL é construída pelo trabalho e pela articulação política. “Vejo eles (parlamentares) conversando entre si e dizendo que é importantíssimo a direita ter a Presidência do Senado Federal para conseguir ofertar mudança a esse brasileiro que votou querendo”, pontuou.
Por fim, Medeiros afirmou que uma eventual reeleição de Alcolumbre dificultaria o avanço de pautas defendidas pela direita, como a anistia dos condenados pelo 8 de janeiro de 2023 e os pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal.
“Quando você é enganado uma vez, a culpa é do outro. Quando é enganado duas ou três vezes, a culpa já passa a ser sua. Por isso, não vamos cair em qualquer conversa, porque já sabemos que não será cumprida”, concluiu.
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ELEIÇÃO NO SENADO
O PL oficializou, na quarta-feira (4), o nome de Rogério Marinho como candidato da legenda à presidência do Senado. Na ocasião, o primeiro suplente de Medeiros, o empresário Odílio Balbinotti o representou na reunião que contou com 33 senadores da direita, entre eleitos e já mandatários como Wellington Fagundes.
Apesar disso, Alcolumbre vem articulando a sua reeleição prometendo colocar em votação pautas defendidas pela direita como uma Proposta de Emenda à Constituição (PCE) que estabelece mandatos para ministros do STF.
Por fim, a senadora Tereza Cristina (PP) se coloca como uma candidata da terceira via, onde buscará votos dos 80 senadores.
A eleição está prevista para 1º de fevereiro de 2027.













