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Santiago Peña foi detido em sua residência, em Assunção, depois de perder o cargo em julgamento no Senado.
DO REPÓRTERMT
O ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña, foi preso na noite desta sexta-feira (6), em sua residência, em Assunção, após ser destituído pelo Senado. A detenção foi determinada pelo Ministério Público no âmbito da investigação sobre suspeitas de irregularidades no Ueno Bank.
Peña deverá permanecer em casa até ser colocado à disposição da unidade especializada em delitos econômicos e anticorrupção. A ordem também determina a prisão de Carlos Carvallo, ex-presidente do Banco Central do Paraguai.
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A investigação envolve suspeitas de abuso de confiança e outros possíveis crimes relacionados à crise da instituição financeira. Os investigadores apuram as decisões de autoridades e órgãos públicos que colocaram, renovaram ou mantiveram recursos no banco, além dos vínculos de Peña com o grupo empresarial ligado à instituição.
A crise bancária bloqueou o acesso de quase 3 milhões de clientes a contas e cartões e provocou protestos de pessoas que cobram a devolução dos próprios recursos. O caso também colocou sob questionamento a aplicação de dinheiro público no banco, incluindo recursos previdenciários.
Antes da prisão, os 44 senadores presentes votaram pela destituição de Peña por mau desempenho de suas funções. A decisão encerrou antecipadamente seu governo.
O então vice-presidente, Pedro Alliana, tomou posse ainda nesta sexta-feira. Ele assumiu o comando do país para completar o mandato, previsto para terminar em agosto de 2028.
Peña havia apresentado a renúncia na quinta-feira (5), mas o Congresso não formalizou sua aceitação e o julgamento político prosseguiu. Com a destituição, ele também perdeu a possibilidade de assumir uma cadeira de senador vitalício, condição prevista para ex-presidentes eleitos que não tenham sido afastados por impeachment.
Durante o julgamento, a defesa contestou a validade do processo e sustentou que a renúncia retirava o sentido da continuidade da análise pelo Senado. Os advogados também afirmaram que a acusação atribuía ao presidente decisões de instituições sobre as quais ele não teria poder de intervenção.
Peña nega ter cometido irregularidades.












